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http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9764| Título: | Sistemas agroflorestais no Brasil : uma revisão sistemática sobre os impactos ambientais de sua implementação. |
| Autor(es): | Lopes, Julia Celani |
| Orientador(es): | Leandro, Cristiane Martins |
| Membros da banca: | Leandro, Cristiane Martins Trevisani, Nayara Vieira Messias, Maria Cristina Teixeira Braga |
| Palavras-chave: | Agroecologia Sustentabilidade e meio ambiente Solos - qualidade Biodiversidade Sequestro de carbono |
| Data do documento: | 2025 |
| Referência: | LOPES, Julia Celani. Sistemas agroflorestais no Brasil : uma revisão sistemática sobre os impactos ambientais de sua implementação. 2025. 46 f. Monografia (Graduação em Ciência Biológicas) - Instituto de Ciências Exatas e Biológicas, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2025. |
| Resumo: | Sistemas agroflorestais consistem na integração intencional de árvores ou arbustos com culturas agrícolas e/ou criação de animais na mesma área, buscando otimizar a utilização dos recursos naturais e gerar múltiplos benefícios. Sistemas agroflorestais são estratégicos para o Brasil, pois podem gerar sustentabilidade ambiental, benefícios econômicos e sociais, e promover mitigação climática. Neste contexto, o presente trabalho teve como objetivo analisar a produção científica brasileira sobre Sistemas Agroflorestais (SAFs) com foco nos benefícios ambientais avaliados dentro destes sistemas. A partir de uma revisão sistemática da literatura foram selecionados 58 estudos provenientes de artigos científicos e literatura cinza, incluindo trabalhos apresentados em eventos científicos, assim como monografias, dissertações e teses. Entre os benefícios ambientais mais frequentemente relatados estão a melhoria da qualidade do solo, o aumento da biodiversidade, o sequestro de carbono e a conservação de cursos d’água. Os resultados evidenciam também a predominância de sistemas silviagrícolas e de arranjos zonais, associados principalmente à agricultura familiar e à diversificação produtiva, ao passo que os modelos sucessionais e multiestratos aparecem em menor número devido à sua maior complexidade de manejo. A análise das espécies manejadas revelou 67 registros distintos, com destaque para Coffea arabica (café), Theobroma cacao (cacau), Zea mays(milho) e Gliricidia sepium (gliricídia ou mata-ratão), além de espécies nativas que reforçam a diversidade funcional dos arranjos. Dez estudos apresentaram dados quantitativos sobre produtividade, registrando aumento após a implantação dos SAFs, e oito deles indicando desempenho superior em relação à monocultura. Apesar desses avanços, a literatura ainda apresenta lacunas significativas, como a escassez de estudos de longo prazo, a ausência de dados econômicos sistematizados e a concentração geográfica em poucos biomas. Conclui-se que os SAFs representam alternativas estratégicas para a agricultura sustentável no Brasil, exigindo maior integração entre ciência, políticas públicas e saberes locais para ampliar sua efetividade em escala nacional |
| URI: | http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9764 |
| Aparece nas coleções: | Ciências Biológicas - Bacharelado |
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