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dc.contributor.advisorFreitas, Helena Patrícia dept_BR
dc.contributor.authorMarques, Gil Pedro Santana-
dc.date.accessioned2026-08-07T02:32:43Z-
dc.date.available2026-08-07T02:32:43Z-
dc.date.issued2026pt_BR
dc.identifier.citationMarques, Gil Pedro Santana. Os limites da jurisdição constitucional frente ao racismo estrutural e a defesa da via administrativa para a regulamentação do uso da cannabis. 2026. 57 f. Monografia (Graduação em Direito) - Escola de Direito, Turismo e Museologia, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttp://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9494-
dc.description.abstractO presente trabalho de conclusão de curso investiga a reconfiguração jurídica do porte de cannabis sativa para consumo pessoal no Brasil, tomando como eixo central de análise o histórico julgamento do Recurso Extraordinário nº 635.659 pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O debate parte da premissa de que o modelo proibicionista tradicional falhou de maneira incontestável, operando historicamente como um instrumento de seletividade penal e racismo estrutural. Essa dinâmica resultou no aprisionamento massivo de populações marginalizadas e na consolidação de um Estado de Coisas Inconstitucional no sistema carcerário nacional. Metodologicamente, a pesquisa classifica-se como um estudo qualitativo de natureza puramente teórico-dogmática. Utiliza-se o método dedutivo, associado a uma exaustiva revisão bibliográfica e à análise documental do acórdão do STF e de dados epidemiológicos. O estudo estrutura-se inicialmente sobre os pilares axiológicos da dignidade da pessoa humana, intimidade, vida privada e princípio da alteridade, avançando para a necessária distinção dogmática entre os institutos da descriminalização, despenalização e descarcerização. A análise crítica do caso concreto demonstra que, embora o STF tenha promovido um avanço ao transmutar o porte em um ilícito de natureza administrativa e fixar o critério objetivo de 40 gramas ou seis plantas-fêmeas, a decisão apresenta severas limitações práticas. Ao estipular uma presunção meramente relativa da condição de usuário e manter a competência processual atrelada aos Juizados Especiais Criminais (JECRIM), a Corte preservou a margem de discricionariedade das autoridades policiais e judiciais. Consequentemente, as agências do sistema de justiça mantêm a capacidade de perpetuar filtragens raciais e territoriais travestidas de legalidade procedimental. Diante deste cenário, conclui-se que o aparato judicial, marcado por uma estrutura analítica e punitiva, é ineficaz para gerenciar o consumo de entorpecentes. Como solução definitiva, a monografia defende a desjudicialização absoluta da cannabis. Propõe-se a retirada de qualquer competência do sistema de justiça criminal sobre o usuário, transferindo a regulação técnica, sanitária e de mercado — sem distinção entre uso recreativo e medicinal — integralmente para a esfera da Administração Pública e de agências reguladoras. Este modelo alternativo visa substituir a lógica bélica de controle biopolítico por uma política de Estado alicerçada na saúde coletiva, na redução de danos e no respeito incondicional à autonomia individual.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectCannabis sativapt_BR
dc.subjectRacismo estruturalpt_BR
dc.subjectSeletividade penalpt_BR
dc.subjectDescriminalizaçãopt_BR
dc.subjectDesjudicializaçãopt_BR
dc.titleOs limites da jurisdição constitucional frente ao racismo estrutural e a defesa da via administrativa para a regulamentação do uso da cannabis.pt_BR
dc.typeTCC-Graduaçãopt_BR
dc.contributor.refereeFreitas, Helena Patrícia dept_BR
dc.contributor.refereeJosé, Karen Almeida de Sãopt_BR
dc.contributor.refereeSilva, Andressa de Bittencourt Siqueira dapt_BR
dc.description.abstractenThis final course paper investigates the legal reconfiguration of the possession of cannabis sativa for personal consumption in Brazil, taking as its central axis of analysis the historic judgment of Extraordinary Appeal No. 635,659 by the Supreme Federal Court (STF). The debate starts from the premise that the traditional prohibitionist model has failed incontestably, historically operating as an instrument of penal selectivity and structural racism. This dynamic has resulted in the mass imprisonment of marginalized populations and the consolidation of an Unconstitutional State of Affairs within the national prison system. Methodologically, the research is classified as a qualitative study of a purely theoretical-dogmatic nature. The deductive method is used, associated with an exhaustive bibliographic review and a documentary analysis of the STF's judgment and epidemiological data. The study is initially structured upon the axiological pillars of human dignity, intimacy, private life, and the principle of alterity, advancing to the necessary dogmatic distinction among the institutes of decriminalization, depenalization, and decarceration. A critical analysis of the specific case demonstrates that, although the STF promoted an advance by transmuting possession into an administrative illicit act and setting the objective criterion of 40 grams or six female plants, the decision presents severe practical limitations. By establishing a merely relative presumption of the user condition and keeping the procedural competence tied to the Special Criminal Courts (JECRIM), the Court preserved the margin of discretion of police and judicial authorities. Consequently, the agencies of the justice system retain the capacity to perpetuate racial and territorial filtering disguised as procedural legality. Given this scenario, it is concluded that the judicial apparatus, marked by an analytical and punitive structure, is ineffective in managing drug consumption. As a definitive solution, the monograph defends the absolute dejudicialization of cannabis. It proposes the removal of any competence of the criminal justice system over the user, transferring the technical, sanitary, and market regulation—without distinction between recreational and medicinal use—entirely to the sphere of Public Administration and regulatory agencies. This alternative model aims to replace the warlike logic of biopolitical control with a State policy based on collective health, harm reduction, and unconditional respect for individual autonomy.pt_BR
dc.contributor.authorID20.1.6024pt_BR
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