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Title: Efeito da temperatura de início de laminação de acabamento sobre a microestrutura e propriedades mecânicas de um aço API 5L X65.
Authors: Silva, André de Paulo Rosa
metadata.dc.contributor.advisor: Faria, Geraldo Lúcio de
Matsubara, Daniel Bojikian
metadata.dc.contributor.referee: Faria, Geraldo Lúcio de
Matsubara, Daniel Bojikian
Godefroid, Leonardo Barbosa
Keywords: Aço - tratamento térmico - aço API5LX65
Deformações - mecânica - laminação - metalurgia
Tratamento térmico
Issue Date: 2026
Citation: SILVA, André de Paulo Rosa. Efeito da temperatura de início de laminação de acabamento sobre a microestrutura e propriedades mecânicas de um aço API 5L X65. 2026. 76 f. Monografia (Graduação em Engenharia Metalúrgica) - Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026.
Abstract: O presente trabalho avaliou o efeito da temperatura de início da laminação de acabamento sobre a microestrutura e as propriedades mecânicas do aço API 5L X65, que permanece empregado na fabricação de dutos, especialmente em aplicações nas quais se busca conciliar resistência mecânica, tenacidade, soldabilidade e viabilidade industrial. O estudo desse material é relevante porque seu desempenho em serviço depende não apenas da composição química, mas também do controle rigoroso das condições de processamento termomecânico, uma vez que pequenas variações na etapa de acabamento podem alterar significativamente a microestrutura final e, consequentemente, o equilíbrio entre resistência mecânica por tração, ductilidade e comportamento em impacto. Os aços microligados de alta resistência e baixa liga (ARBL) destacam-se por sua elevada resistência mecânica, boas tenacidade e soldabilidade, características essenciais para aplicações em ambientes severos. Esses aços são geralmente produzidos por meio de processos termomecânicos controlados (TMCP), que envolvem laminação em faixas específicas de temperatura, seguida de resfriamento controlado. O desempenho final do material está diretamente associado ao controle de variáveis de processo, como a temperatura de não recristalização, Tnr, e a temperatura de transformação da austenita em ferrita, Ar3, que influenciam o refino microestrutural. Para a realização deste estudo, foram utilizadas amostras de chapas laminadas de aço API 5L X65, produzidas na laminação de chapas grossas da empresa Gerdau, usina de Ouro Branco (MG). Com base na composição química medida do aço, foram determinados os valores de Tnr e Ar3, utilizados como referência para o planejamento do processo. Foram executados dois ciclos industriais de laminação, caracterizados principalmente por diferentes temperaturas de início e de fim da laminação de acabamento. As amostras do primeiro ciclo, processadas sob temperaturas mais baixas de início e final de acabamento, apresentaram microestrutura predominantemente ferrítico-bainítica, enquanto as do segundo ciclo, processadas sob temperaturas mais altas, revelaram, além de ferrita e bainita, regiões associadas ao constituinte martensita-austenita (MA).Nos ensaios de tração, as amostras do segundo ciclo apresentaram, de modo geral, maiores valores de limite de escoamento e limite de resistência em tração, mantendo-se dentro da faixa especificada para o aço API 5L X65. Nos ensaios de impacto Charpy, os resultados permaneceram próximos entre si, enquanto o ensaio DWTT mostrou maior sensibilidade para evidenciar diferenças no modo de fratura. Os ensaios de dureza e microdureza indicaram variações moderadas ao longo da espessura, coerentes com as diferenças microestruturais observadas. Concluiu-se que a temperatura de início da laminação de acabamento influenciou diretamente a microestrutura e o desempenho mecânico do aço API 5L X65. O segundo ciclo apresentou aumentos médios de aproximadamente 2,2% no limite de escoamento e 5,2% no limite de resistência à tração, sem redução expressiva da ductilidade e da energia absorvida no ensaio Charpy. Assim, os resultados obtidos reforçam a importância do controle do histórico térmico durante a laminação de acabamento que contribuem para o melhor entendimento das janelas de processamento industrial.
metadata.dc.description.abstracten: This study evaluated the effect of finishing rolling start temperature on the microstructure and mechanical properties of API 5L X65 steel, which remains widely used in pipeline manufacturing, especially in applications that seek to reconcile mechanical strength, toughness, weldability, and industrial feasibility. The study of this material is relevant because its in-service performance depends not only on chemical composition but also on rigorous control of thermomechanical processing conditions, since small variations in the finishing stage can significantly alter the final microstructure and, consequently, the balance between tensile strength, ductility, and impact behavior. High-strength low-alloy (HSLA) microalloyed steels stand out for their high mechanical strength and good toughness and weldability, characteristics that are essential for applications in severe environments. These steels are generally produced through thermomechanical controlled processing (TMCP), which involves rolling within specific temperature ranges followed by controlled cooling. The final performance of the material is directly associated with the control of process variables such as the non-recrystallization temperature (Tnr) and the austenite-to-ferrite transformation temperature (Ar3), which influence microstructural refinement.For this study, samples of rolled plates of API 5L X65 steel were used, produced at the heavy plate mill of Gerdau's Ouro Branco plant (MG). Based on the measured chemical composition of the steel, the Tnr and Ar3 values were determined and used as reference for process planning. Two industrial rolling cycles were carried out, mainly characterized by different finishing rolling start and finish temperatures. Samples from the first cycle, processed under lower start and finish finishing temperatures, showed a predominantly ferritic-bainitic microstructure, while those from the second cycle, processed under higher temperatures, revealed, in addition to ferrite and bainite, regions associated with the martensite-austenite (MA) constituent.In tensile tests, samples from the second cycle generally showed higher yield strength and ultimate tensile strength values, remaining within the range specified for API 5L X65 steel. In Charpy impact tests, the results remained close to one another, while the DWTT test showed greater sensitivity in revealing differences in fracture mode. Hardness and microhardness tests indicated moderate variations along the thickness, consistent with the observed microstructural differences.It was concluded that the finishing rolling start temperature directly influenced the microstructure and mechanical performance of API 5L X65 steel. The second cycle showed average increases of approximately 2.2% in yield strength and 5.2% in ultimate tensile strength, without a significant reduction in ductility or in the energy absorbed in the Charpy test. Thus, the results obtained reinforce the importance of controlling the thermal history during finishing rolling, contributing to a better understanding of industrial processing windows.
URI: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9458
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