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dc.contributor.advisorFreitas, Helena Patríciapt_BR
dc.contributor.authorOliveira, Jane Rodrigues de-
dc.date.accessioned2026-07-02T01:46:11Z-
dc.date.available2026-07-02T01:46:11Z-
dc.date.issued2026pt_BR
dc.identifier.citationOLIVEIRA, Jane Rodrigues de. Fraudes em plataformas digitais de investimentos : lacunas na responsabilidade civil. 2026. 37 f. Monografia (Graduação em Direito) - Escola de Direito, Turismo e Museologia, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttp://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9322-
dc.description.abstractO presente trabalho examina as lacunas da responsabilidade civil em fraudes ocorridas em plataformas digitais de investimento no Brasil, com ênfase na efetividade da tutela do investidor diante da expansão das fintechs, da complexidade tecnológica e da intensificação do risco no ambiente digital. Parte-se da constatação de que a digitalização ampliou o acesso ao mercado, mas também aprofundou assimetrias técnicas e informacionais, tornando o investidor vulnerável a golpes que combinam engenharia social, automação transacional e falhas de rastreabilidade operacional. A pesquisa analisa o dever de segurança como eixo estruturante da atividade, relacionando-o à teoria do risco da atividade e à responsabilidade objetiva, e demonstra como a opacidade de sistemas, a fragmentação de agentes e a dificuldade de reconstrução do nexo causal repercutem diretamente na imputação civil e na reparação do dano. No campo empírico, o trabalho utiliza aprendizados extraídos de casos recentes e destaca a Operação Carbono Oculto como marco de compreensão do problema: não se evidenciou um “vazio normativo”, mas sim limitações de supervisão integrada e de transparência transacional capazes de permitir persistência de fluxos atípicos e baixa individualização de movimentações. Em paralelo, examina-se a orientação jurisprudencial que reconhece a previsibilidade das fraudes como risco inerente à atividade financeira, ao lado de decisões casuísticas que, por vezes, elevam indevidamente o padrão de cautela exigido do investidor, transferindo-lhe parcela desproporcional do risco. Conclui-se que as lacunas identificadas decorrem menos da inexistência de bases legais e mais de desafios estruturais, probatórios e interpretativos, exigindo critérios mais objetivos para aferição da falha de segurança, fortalecimento da tutela do investidor e um paradigma de supervisão transacional preventiva que reduza a distância entre risco tecnológico e resposta jurídica efetiva.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectResponsabilidade - Direitopt_BR
dc.subjectFraude na Internetpt_BR
dc.subjectInstituições financeiras - Investimentospt_BR
dc.subjectGarantia - Direito - Segurança jurídicapt_BR
dc.subjectSistemas de Gestão Integrados (SGI) - Supervisãopt_BR
dc.titleFraudes em plataformas digitais de investimentos : lacunas na responsabilidade civil.pt_BR
dc.typeTCC-Graduaçãopt_BR
dc.contributor.refereeFreitas, Helena Patríciapt_BR
dc.contributor.refereeUrashima, Pedro Nobuyuki Carvalhopt_BR
dc.contributor.refereeTeixeira, Vinicios Pereirapt_BR
dc.description.abstractenThis study examines gaps in civil liability for fraud occurring on digital investment platforms in Brazil, focusing on the effectiveness of investor protection amid fintech expansion, technological complexity, and heightened digital risk. The research starts from the premise that digitalization has expanded access to investment markets, while simultaneously deepening technical and informational asymmetries that expose retail investors to schemes combining social engineering, automated transactions, and operational traceability weaknesses. The paper analyzes the duty of security as a core element of platform activity, connecting it to risk-based liability and strict liability frameworks, and demonstrates how system opacity, multi-actor fragmentation, and difficulties in reconstructing causation directly affect civil attribution and compensation. From an empirical perspective, the study draws on lessons from recent cases and highlights Operation “Carbono Oculto” as a key reference point: the central issue was not a lack of legal norms, but rather limits in integrated supervision and transaction-level transparency, enabling atypical flows to persist under low individualization and delayed detection. In parallel, the paper reviews judicial reasoning that treats digital fraud as a foreseeable risk inherent to financial activity, alongside case-by-case decisions that may impose an excessively high duty of caution on investors, shifting risk in a disproportionate manner. The study concludes that the main gaps stem less from normative absence and more from structural, evidentiary, and interpretive challenges, calling for clearer criteria to identify security failure, stronger investor protection, and a preventive, transaction-integrated supervision paradigm capable of bridging the gap between technological risk and effective legal response.pt_BR
dc.contributor.authorID22.1.6960pt_BR
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