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Título: Biblioterapia no pós-rompimento : escuta, memória e aprendizagem em contexto escolar de comunidades afetadas pelo rompimento da Barragem de Fundão.
Autor(es): Alves, Carla Andréia Cristina
Orientador(es): Silva, Marcelo Donizete da
Silva, Talis Augusto de Souza
Membros da banca: Silva, Marcelo Donizete da
Silva, Talis Augusto de Souza
Silva, Marcio Gomes da
Roza, Luciano Magela
Palavras-chave: Biblioterapia
Memória
Educação
Mineração a céu aberto
Falhas em barragens
Data do documento: 2026
Referência: ALVES, Carla Andréia Cristina. Biblioterapia no pós-rompimento: escuta, memória e aprendizagem em contexto escolar de comunidades afetadas pelo rompimento da Barragem de Fundão. 2026. 67 f. Monografia (Especialização em Projeto Político-Pedagógico da Escola) - Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana, 2026.
Resumo: O presente Trabalho de Conclusão de Curso analisa a utilização da biblioterapia como estratégia pedagógica e comunitária em escolas de Sem-Peixe/MG, no contexto pós-rompimento da Barragem de Fundão. A pesquisa parte do entendimento de que o desastre de 2015 ultrapassou dimensões ambientais, ao atingir profundamente modos de vida, vínculos afetivos, memórias coletivas e práticas culturais da comunidade. Nesse cenário, a escola emerge como espaço de escuta sensível, acolhimento e reconstrução simbólica, capaz de contribuir para o fortalecimento da identidade local e para a reelaboração das experiências difíceis vividas pela população. O percurso formativo que originou este estudo, desenvolvido no curso de especialização Educação e Mineração no Projeto Político-Pedagógico da Escola, possibilitou reflexões críticas sobre currículo, território, memória e direitos educacionais. As rodas de conversa realizadas com profissionais da Educação foram essenciais para revelar narrativas, percepções e lacunas existentes nos Projetos Político-Pedagógicos das escolas, especialmente no que se refere à ausência da temática da mineração, do rompimento e da revitalização da Bacia do Rio Doce. Ao mesmo tempo, evidenciaram-se práticas espontâneas de cuidado, diálogo e expressão que já vinham sendo construídas nas unidades escolares. A biblioterapia, fundamentada nos estudos de Carla Souza (2020; 2021) e de Clarice Caldin (2001), revelou-se uma prática leitora potente para favorecer a circulação de afetos, o compartilhamento de vivências e a ressignificação dos desafios vividos pela comunidade. A leitura mediada, quando realizada com intencionalidade e afeto, permitiu que crianças e adultos encontrassem, na literatura, um espaço seguro para expressarem sentimentos, reconstruírem memórias e fortalecerem laços comunitários. Assim, a pesquisa evidencia que a literatura pode atuar como ferramenta educativa e terapêutica, ao contribuir para práticas escolares mais humanizadas e contextualizadas. Conclui-se que integrar memória social, biblioterapia e currículo escolar representa uma estratégia pedagógica relevante diante dos desafios do pós-rompimento. Ao articular escuta, diálogo e leitura literária, a escola reafirma seu papel social na reconstrução dos territórios atingidos, por meio da promoção de esperança, pertencimento e aprendizagem significativa.
Resumo em outra língua: This Final Paper analyzes the use of bibliotherapy as a pedagogical and community strategy in schools in Sem-Peixe/MG, in the context after the Fundão Dam collapse. The research is based on the understanding that the 2015 disaster went beyond environmental dimensions, deeply affecting ways of life, affective bonds, collective memories and cultural practices of the community. In this scenario, the school emerges as a space for sensitive listening, welcoming and symbolic reconstruction, capable of contributing to the strengthening of local identity and to the re-elaboration of the difficult experiences lived by the population. The training path that originated this study, developed in the specialization course Education and Mining in the School's Political-Pedagogical Project, enabled critical reflections on curriculum, territory, memory and educational rights. The conversation circles held with education professionals were essential to reveal narratives, perceptions and gaps existing in the Political-Pedagogical Projects of the schools, especially with regard to the absence of the theme of mining, the disruption and revitalization of the Doce River Basin. At the same time, spontaneous practices of care, dialogue and expression that were already being built in the school units were evidenced. Bibliotherapy, based on the studies of Carla Souza (2020; 2021) and Clarice Caldin (2001), proved to be a powerful reading practice to favor the circulation of affections, the sharing of experiences, and the resignification of the challenges experienced by the community. Mediated reading, when carried out with intentionality and affection, allowed children and adults to find, in literature, a safe space to express feelings, reconstruct memories and strengthen community bonds. Thus, the research shows that literature can act as an educational and therapeutic tool, contributing to more humanized and contextualized school practices. It is concluded that integrating social memory, bibliotherapy and school curriculum represents a relevant pedagogical strategy in the face of the challenges of the post-breakup. By articulating listening, dialogue and literary reading, the school reaffirms its social role in the reconstruction of the affected territories, promoting hope, belonging and meaningful learning.
URI: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9055
Aparece nas coleções:Especialização - Projeto Político Pedagógico da Escola Com Ênfase Em Educação, Mineração, Rompimento e Revitalização Da Bacia Do Rio Doce.

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