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http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/8723| Título: | Desigualdade e invisibilidade : por que o trabalho infantil doméstico permanece no Brasil? |
| Autor(es): | Oliveira, Cecília Soares Gonzaga de |
| Orientador(es): | Pereira, Flávia Souza Máximo |
| Membros da banca: | Pereira, Flávia Souza Máximo Lisbôa, Natália de Souza Jesus, Carla de |
| Palavras-chave: | Direito do trabalho Trabalho infantil doméstico Colonialidade de gênero Escrevivência Interseccionalidade |
| Data do documento: | 2025 |
| Referência: | OLIVEIRA, Cecília Soares Gonzaga de. Desigualdade e invisibilidade: por que o trabalho infantil doméstico permanece no Brasil?. 2025. 45 f. Monografia (Graduação em Direito) - Escola de Direito, Turismo e Museologia, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2025. |
| Resumo: | Esta pesquisa investiga a persistência do trabalho infantil doméstico no Brasil, uma prática que, embora legalmente proibida, vitimiza de forma desproporcional meninas negras. Partindo do problema da aparente ineficácia do Direito do Trabalho e das políticas públicas, o objetivo deste trabalho é demonstrar que tal persistência não constitui uma falha acidental, mas sim a manutenção de um projeto histórico sustentado pela colonialidade de gênero. A metodologia adotada é de natureza qualitativa e jurídico-sociológica, articulando a revisão da teoria decolonial, a análise crítica da legislação trabalhista e de proteção à infância, e o exame de narrativas autobiográficas sob a ótica da Escrevivência, de Conceição Evaristo. Os resultados apontam que a norma jurídica, em sua suposta neutralidade, opera a partir de uma episteme colonial que invisibiliza o sujeito de direitos que mais necessita de proteção. Conclui-se que a falha do Direito do Trabalho em erradicar essa prática é, na verdade, o seu sucesso em preservar a estrutura de servidão herdada do período colonial, confirmando a hipótese de que a exploração infantil doméstica é um projeto, e não um acidente. |
| Resumo em outra língua: | This research investigates the persistence of child domestic labor in Brazil, a practice that, although legally prohibited, disproportionately victimizes Black girls. Starting from the problem of the apparent ineffectiveness of Labor Law and public policies, the objective of this study is to demonstrate that such persistence does not constitute an accidental failure, but rather the maintenance of a historical project supported by the coloniality of gender. The methodology adopted is qualitative and juridical-sociological in nature, articulating a review of decolonial theory, a critical analysis of labor and child protection legislation, and the examination of autobiographical narratives through the lens of Escrevivência (a concept by Conceição Evaristo). The results indicate that the legal norm, in its supposed neutrality, operates from a colonial episteme that invisibilizes the subject of rights who most needs protection. It is concluded that the failure of the Law to eradicate this practice is, in fact, its success in preserving the structure of servitude inherited from the colonial period, confirming the hypothesis that child domestic labor is a project, not an accident. |
| URI: | http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/8723 |
| Licença: | Este trabalho está sob uma licença Creative Commons BY-NC-ND 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/?ref=chooser-v1). |
| Aparece nas coleções: | Direito |
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