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Title: Detecção de toxicidade em linguagem codificada : um estudo de caso em uma comunidade gamer do YouTube.
Authors: Amaral, Israel Matias do
metadata.dc.contributor.advisor: Lima, Helen de Cassia Sousa da Costa
Ferreira, Carlos Henrique Gomes
metadata.dc.contributor.referee: Lima, Helen de Cassia Sousa da Costa
Ferreira, Carlos Henrique Gomes
Neto, Humberto Torres Marques
Caetano, Josemar Alves
Keywords: Detecção de toxicidade
Moderação de conteúdo
Linguagem codificada
Chat ao vivo
Modelos de linguagem de grande porte
Issue Date: 2026
Citation: AMARAL, Israel Matias do. Detecção de toxicidade em linguagem codificada : um estudo de caso em uma comunidade gamer do YouTube. 2026. 61 f. Monografia (Graduação em Sistemas de Informação) - Instituto de Ciências Exatas e Aplicadas, Universidade Federal de Ouro Preto, João Monlevade, 2026.
Abstract: A detecção automática de toxicidade já lida bem com as formas explícitas, mas comunidades podem transmitir conteúdo nocivo por uma linguagem codificada própria, feita de palavras e siglas de aparência cotidiana que ganham sentido nocivo por acordo interno do grupo. Este trabalho avalia quanto os detectores de estado da arte enxergam desse fenômeno em um estudo de caso sobre uma comunidade de jogos do YouTube brasileiro, notoriamente tóxica, cujos chats ao vivo foram coletados em sete canais ao longo de dois meses, num total de 1,74 milhão de mensagens. Foram construídos dois instrumentos. O primeiro é um catálogo dos termos codificados da comunidade, que é o registro escrito de cada termo com o significado que ele tem no uso interno, suas variantes e exemplos reais, levantado a partir da vivência do pesquisador nesses chats e confirmado pela análise estatística das palavras que acompanham cada termo no corpus completo. O segundo é um conjunto de referência de 3.500 mensagens rotuladas à mão, em que cada mensagem tóxica é ainda classificada segundo o modo como a toxicidade chega ao leitor: de forma explícita ou codificada. Sobre essa mesma amostra foram avaliadas três famílias de detectores: um classificador multilíngue de prateleira, modelos ajustados sobre bases de toxicidade em português brasileiro e modelos de linguagem de grande porte instruídos com quantidade crescente de contexto cultural. Sem acesso ao código da comunidade, os detectores encontram de 1,9% a 9,4% das mensagens de toxicidade codificada, contra 48% a 90% das explícitas, e o resultado se repete em arquiteturas e escalas diferentes. Fornecido o catálogo junto com a instrução, os três modelos de linguagem passam a encontrar de 96% a 98% das mensagens codificadas. É a documentação do código que recupera a detecção, e não o modelo, ao passo que acrescentar exemplos genéricos chega a piorar o desempenho. A precisão permanece baixa em todas as configurações testadas, entre 6,9% e 24,6%, de modo que esses modelos erram na maior parte das mensagens que classificam como tóxicas. A moderação eficaz de comunidades com repertório codificado depende de conhecimento cultural documentado, sendo o catálogo de termos codificados uma intervenção viável para melhoria de sistemas de moderação e uma técnica replicável em outros contextos, como o de comunidades que desenvolvam uma linguagem própria.
metadata.dc.description.abstracten: Automatic toxicity detection already handles explicit forms well, but communities can convey harmful content through a coded language of their own, made of everyday-looking words and acronyms that acquire harmful meaning by internal agreement of the group. This work assesses how much of that phenomenon state-of-the-art detectors actually see, in a case study of a notoriously toxic Brazilian gaming community on YouTube, whose live chats were collected from seven channels over two months, totaling 1.74 million messages. Two instruments were built. The first is a catalog of the community’s coded terms, which is the written record of each term with the meaning it has in internal usage, its variants and real examples, drawn from the researcher’s own experience in these chats and confirmed by the statistical analysis of the words that accompany each term in the full corpus. The second is a reference set of 3,500 hand-labeled messages, in which each toxic message is further classified by the way its toxicity reaches the reader: explicit or coded. Three families of detectors were evaluated on this same sample: an off-the-shelf multilingual classifier, models fine-tuned on Brazilian Portuguese toxicity datasets, and large language models prompted with increasing amounts of cultural context. Without access to the community’s code, the detectors find 1.9% to 9.4% of the messages carrying coded toxicity, against 48% to 90% of the explicit ones, and the result recurs across different architectures and scales. Given the catalog along with the instruction, the three language models come to find 96% to 98% of the coded messages. It is the documentation of the code that restores detection, and not the model, whereas adding generic examples can even worsen performance. Precision remains low in every configuration tested, between 6.9% and 24.6%, so that these models are wrong about most of the messages they classify as toxic. Effective moderation of communities with a coded repertoire depends on documented cultural knowledge, making the catalog of coded terms a viable intervention for improving moderation systems and a technique replicable in other contexts, such as that of communities that develop a language of their own.
URI: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9660
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