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http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9645| Title: | Avaliação do consumo de água doméstica como possível fonte de exposição a metais e metaloides associados ao declínio cognitivo. |
| Authors: | Ferreira, Leandra |
| metadata.dc.contributor.advisor: | Oliveira, Laser Antônio Machado de Nogueira, Katiane de Oliveira Pinto Coelho Albuquerque, Ana Luiza Sciandretti de |
| metadata.dc.contributor.referee: | Oliveira, Laser Antônio Machado de Silva, Silvania de Queiroz Vieira, Ramony Gonzaga |
| Keywords: | Metais Metaloides Neurodegeneração Demência Idosos Água |
| Issue Date: | 2026 |
| Citation: | FERREIRA, Leandra. Avaliação do consumo de água doméstica como possível fonte de exposição a metais e metaloides associados ao declínio cognitivo. 2026. 48 f. Monografia (Graduação em Ciências Biológicas - Bacharelado) – Instituto de Ciências Exatas e Biológicas, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026. |
| Abstract: | A redução da função cognitiva está comumente associada ao avanço da idade, independentemente da presença de doenças neurodegenerativas. Entre os fatores de risco modificáveis para o comprometimento cognitivo, destacam-se os tóxicos ambientais, especialmente metais e metaloides, cuja exposição ocorre principalmente por meio da água e da alimentação, afetando de forma mais intensa a população idosa. Evidências indicam que níveis elevados de ferro estão associados ao comprometimento cognitivo leve e à Doença de Alzheimer, enquanto a exposição ao chumbo e ao alumínio pode alterar a expressão do gene da proteína precursora do amiloide, aumentar a produção de β-amiloide e induzir estresse oxidativo e inflamação. Adicionalmente, o arsênio está relacionado à inflamação cerebral, disfunção mitocondrial, perda sináptica e neuronal, além de alterações nos mecanismos antioxidantes celulares. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo analisar a água de consumo doméstico de idosos residentes no município de Ouro Preto (MG) com sintomas de declínio cognitivo, cujas amostras de sangue e urina já haviam sido analisadas quanto à presença de metais e metalóides. O cruzamento dessas informações permitiu avaliar, nos casos analisados, a possível relação entre a água consumida e alterações nos níveis de elementos metálicos e semimetálicos detectados nas amostras biológicas, que possam contribuir para o surgimento ou agravamento do comprometimento cognitivo. Participaram do estudo pacientes de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 65 anos, submetidos a diagnóstico clínico de declínio cognitivo por neurologista, quantificado por meio da aplicação do Mini-Exame do Estado Mental associado à Bateria Breve de Triagem Cognitiva, além de exames laboratoriais. A análise da água para o rastreio de elementos maiores foi realizada por espectrometria de emissão óptica com plasma indutivamente acoplado (ICP-OES), utilizando o equipamento Agilent 725. Nas amostras de água provenientes de residências do grupo controle, foram identificadas concentrações elevadas de vanádio e alumínio acima dos valores de referência, enquanto nas residências de indivíduos com comprometimento cognitivo leve observaram-se níveis aumentados de chumbo e ferro. Entre os participantes diagnosticados com Doença de Alzheimer, não foram detectadas alterações significativas nas concentrações desses elementos. Esses resultados sugerem que a exposição crônica a metais e metaloides associados a atividades antrópicas, como a mineração, pode representar um fator de risco ambiental adicional para a vulnerabilidade neurológica no envelhecimento, reforçando a necessidade de ações integradas de vigilância ambiental, proteção dos recursos hídricos e atenção às populações idosas. |
| metadata.dc.description.abstracten: | The decline in cognitive function is commonly associated with advancing age, regardless of the presence of neurodegenerative diseases. Among the modifiable risk factors for cognitive impairment, environmental toxicants—particularly metals and metalloids—stand out, with exposure occurring mainly through water and food, disproportionately affecting the elderly population. Evidence indicates that elevated iron levels are associated with mild cognitive impairment and Alzheimer’s disease, while exposure to lead and aluminum may alter the expression of the amyloid precursor protein gene, increase β-amyloid production, and induce oxidative stress and inflammation. Additionally, arsenic has been linked to cerebral inflammation, mitochondrial dysfunction, synaptic and neuronal loss, as well as alterations in cellular antioxidant mechanisms. In this context, the present study aimed to analyze domestic drinking water consumed by elderly individuals residing in the municipality of Ouro Preto, Minas Gerais, Brazil, who presented symptoms of cognitive decline and whose blood and urine samples had previously been analyzed for the presence of metals and metalloids. Integrating these data allowed for the evaluation, in the analyzed cases, of a possible relationship between the consumed water and alterations in the levels of metallic and semimetallic elements detected in biological samples that may contribute to the onset or worsening of cognitive impairment. The study included male and female patients aged 65 years or older who had been clinically diagnosed with cognitive decline by a neurologist, quantified using the Mini-Mental State Examination in conjunction with the Brief Cognitive Screening Battery, in addition to laboratory tests. Water analysis for major elements was performed using inductively coupled plasma optical emission spectrometry (ICP-OES) with an Agilent 725 instrument. In water samples collected from residences of the control group, elevated concentrations of vanadium and aluminum above reference values were identified, whereas in residences of individuals with mild cognitive impairment, increased levels of lead and iron were observed. Among participants diagnosed with Alzheimer’s disease, no significant alterations in the concentrations of these elements were detected. These findings suggest that chronic exposure to metals associated with anthropogenic activities, such as mining, may represent an additional environmental risk factor for neurological vulnerability during aging, reinforcing the need for integrated public policies focused on environmental surveillance, protection of water resources, and care for vulnerable elderly populations. |
| URI: | http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9645 |
| Appears in Collections: | Ciências Biológicas - Bacharelado |
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