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http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9528| Título: | A hipervalorização da competição : entre jogos competitivos e jogos teatrais no contexto escolar. |
| Título(s) alternativo(s): | La hipervaloración de la competencia : entre los juegos competitivos y los juegos teatrales en el contexto escolar. The overvaluation of competition : between competitive games and theatre games in school contexts. |
| Autor(es): | Barros, Daniele Freitas |
| Orientador(es): | Gasperi, Marcelo Eduardo Rocco de |
| Membros da banca: | Gasperi, Marcelo Eduardo Rocco de Silva, Iassanã Martins da Barbosa, Tamira Mantovani Gomes |
| Palavras-chave: | Hipervalorização da competitividade Jogos competitivos Jogos teatrais Sociedade do desempenho |
| Data do documento: | 2026 |
| Referência: | BARROS, Daniele Freitas. A hipervalorização da competição: entre jogos competitivos e jogos teatrais no contexto escolar. 2026. 30 f. Monografia (Graduação em Artes Cênicas) - Instituto de Filosofia, Artes e Cultura, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026. |
| Resumo: | Este artigo investiga como a hipervalorização da competitividade influencia a recepção e o engajamento de estudantes em jogos teatrais cooperativos no contexto escolar, tendo como objetivo analisar de que maneira essa lógica interfere na participação dos discentes em práticas coletivas. A pesquisa parte da minha experiência em estágio supervisionado, na Escola Municipal Professora Haydée Antunes, em Ouro Preto, onde foram desenvolvidas práticas de ensino de teatro fundamentadas em jogos teatrais voltados para a escuta, a interação e a construção coletiva da cena. Diante da resistência dos estudantes a propostas centradas na cooperação e da preferência demonstrada por dinâmicas competitivas, desenvolve-se um estudo qualitativo de caráter reflexivo, articulando observação em campo e análise bibliográfica. A investigação apoia-se em Viola Spolin (2010), que compreende os jogos teatrais como experiências de aprendizagem baseadas na espontaneidade, na resolução de problemas e na participação ativa dos jogadores, e em Santos e Vieira (2021), que compreendem o jogo como uma experiência capaz de estimular a criatividade, a imaginação e o potencial crítico dos participantes. A análise baseia-se em Zygmunt Bauman (2001), ao discutir como a modernidade líquida individualiza riscos e responsabilidades, e em Byung-Chul Han (2015), a partir do conceito de “sociedade do desempenho”, no qual o estudante prioriza a eficácia individual. Como observado, jogos competitivos tendem a gerar maior engajamento imediato por oferecerem validação rápida e resultados visíveis, enquanto jogos cooperativos enfrentam resistência por não operarem com métricas claras de sucesso individual. O artigo propõe a desnaturalização dessa lógica, valorizando o potencial dos jogos cooperativos como prática pedagógica que estimula vínculos, escuta, presença e coletividade, podendo tensionar a lógica do desempenho no espaço escolar. |
| Resumo em outra língua: | This article investigates how the overvaluation of competitiveness influences students’ reception of and engagement with cooperative theatre games in the school context, aiming to analyze how this logic interferes with students’ participation in collective practices. The research is based on an experience developed during a supervised teaching internship at Escola Municipal Professora Haydée Antunes, in Ouro Preto, where theatre education practices grounded in theatre games focused on listening, interaction, and the collective construction of the scene were implemented. Faced with students’ resistance to cooperation-centered activities and their preference for competitive dynamics, a qualitative and reflective study was developed, combining field observation and bibliographic analysis. The investigation draws on Viola Spolin (2010), who understands theatre games as learning experiences based on spontaneity, problem-solving, and the active participation of players, and on Santos and Vieira (2021), who conceive play as an experience capable of stimulating creativity, imagination, and the critical potential of participants. The analysis is also based on Zygmunt Bauman (2001), who discusses how liquid modernity individualizes risks and responsibilities, and on Byung-Chul Han (2015), through the concept of the “achievement society,” in which students prioritize individual efficiency. As observed, competitive games tend to generate greater immediate engagement by providing rapid validation and visible results, whereas cooperative games face resistance because they do not operate through clear metrics of individual success. This article proposes the denaturalization of this logic by emphasizing the potential of cooperative games as a pedagogical practice that fosters social bonds, listening, presence, and collectivity, thereby challenging the logic of performance within the school environment. |
| URI: | http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9528 |
| Aparece nas coleções: | Artes Cênicas - Licenciatura |
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