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http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/8968| Título: | Efeito crônico do biofeedback cardiorespiratório em estudantes universitários : impacto da solidão e do sexo. |
| Autor(es): | Gonçalves, Maria Eduarda Mendes |
| Orientador(es): | Souza, Gabriela Guerra Leal de Souza, Perciliany Martins de |
| Membros da banca: | Anjos, Irisa Seabra dos Raimundo, Rodolfo Souza Souza, Perciliany Martins de Souza, Gabriela Guerra Leal de |
| Palavras-chave: | Solidão Estudantes Biofeedback cardiorrespiratório Variabilidade da frequência cardíaca Coerência cardiorrespiratória Emoção |
| Data do documento: | 2026 |
| Referência: | GONÇALVES, Maria Eduarda Mendes. Efeito crônico do biofeedback cardiorespiratório em estudantes universitários : impacto da solidão e do sexo. . 2026. 88 f. Monografia (Graduação em Ciências Biológicas Bacharelado) - Instituto de Ciências Exatas e Biológicas, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026. |
| Resumo: | A solidão, um estado subjetivo de isolamento social, tem sido associada a prejuízo à saúde física e mental. Evidências sugerem que indivíduos com altos níveis de solidão apresentam menor variabilidade da frequência cardíaca (VFC). A VFC é uma medida não invasiva extraída do eletrocardiograma, que representa a influência simpática e parassimpática sobre o coração. O treinamento com biofeedback cardiorrespiratório é uma técnica que pode aumentar a VFC. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito crônico de oito sessões de treinamento com biofeedback cardiorrespiratório em estudantes universitários com alta e baixa solidão. Para isso, 34 estudantes da UFOP (18-35 anos) de ambos os sexos foram divididos aleatoriamente em quatro subgrupos: alta solidão com biofeedback (ASB = 10), alta solidão com placebo (ASP = 9), baixa solidão com biofeedback (BSB = 9) e baixa solidão com placebo (BSP = 4). A intervenção com biofeedback consistiu em visualizar o gráfico da própria frequência cardíaca e respiratória do participante na tela de um monitor e solicitar para que ele respirasse de forma lenta e profundamente por 15 min de modo que os dois parâmetros apresentassem a máxima coerência. A intervenção placebo consistiu em visualizar passivamente diversas imagens neutras por 15 min. As intervenções ocorreram 2 vezes por semana durante 1 mês (8 sessões). As avaliações emocionais (toque social, apoio social, solidão, ansiedade, estresse e depressão), fisiológicas (índices da VFC: SDNN, RMSSD, pNN50, LF, HF e SD1) e de saúde (massa corporal, estatura, pressão arterial e percentual de gordura) foram realizadas antes e após as oito sessões, que ocorreram duas vezes por semana. A análise de dados foi feita com a ANOVA de medidas repetidas e testes post hoc de Fisher. Os resultados mostraram que, antes da intervenção, o grupo com alta solidão apresentava sintomas significativamente maiores de depressão e estresse, e menores de apoio social, em comparação ao grupo de baixa solidão. Após a intervenção, as ANOVA revelaram interações significativas entre sexo e intervenção no grupo de baixa solidão para os índices de VFC (SDNN, RMSSD, pNN50, LF, HF e SD1), indicando respostas distintas ao biofeedback entre homens e mulheres. De modo geral, as mulheres apresentaram aumento dos índices associados à modulação parassimpática após o treinamento com biofeedback, enquanto os homens apresentaram redução desses parâmetros. No grupo de alta solidão, observou-se interação significativa entre sexo e intervenção para a variável ansiedade, com redução dos níveis apenas nos homens submetidos ao biofeedback. Para o índice HF, foi identificada interação entre sexo, tempo e intervenção, indicando redução desse parâmetro nas mulheres após o biofeedback. Concluímos que, os efeitos do biofeedback cardiorrespiratório sobre a regulação autonômica e emocional variam em função do sexo e do nível de solidão, entretanto mais estudos são necessários com amostra maiores e de outras classes sociais. |
| Resumo em outra língua: | Loneliness, a subjective state of social isolation, has been associated with impairments in physical and mental health. Evidence suggests that individuals with high levels of loneliness exhibit lower heart rate variability (HRV). HRV is a noninvasive measure derived from the electrocardiogram that reflects sympathetic and parasympathetic influences on the heart. Cardiorespiratory biofeedback training is a technique that can increase HRV. The aim of this study was to evaluate the chronic effect of eight sessions of cardiorespiratory biofeedback training in university students with high and low levels of loneliness. To this end, 34 UFOP students (18–35 years old) of both sexes were randomly assigned to four subgroups: high loneliness with biofeedback (HLB = 10), high loneliness with placebo (HLP = 9), low loneliness with biofeedback (LLB = 9), and low loneliness with placebo (LLP = 4The biofeedback intervention consisted of visualizing the participant’s own heart rate and respiratory rate graphs on a monitor screen and instructing them to breathe slowly and deeply for 15 minutes so that both parameters reached maximum coherence. The placebo intervention consisted of passively viewing several neutral images for 15 minutes. Interventions were conducted twice a week for one month (eight sessions). Emotional (social touch, social support, loneliness, anxiety, stress, and depression), physiological (HRV indices: SDNN, RMSSD, pNN50, LF, HF, and SD1), and health-related (body mass, height, blood pressure, and body fat percentage) assessments were performed before and after the eight sessions. Data analysis was conducted using repeated-measures ANOVA and Fisher’s post hoc tests. The results showed that, prior to the intervention, the high- loneliness group exhibited significantly higher symptoms of depression and stress, and lower social support, compared with the low-loneliness group. After the intervention, the ANOVAs revealed significant interactions between sex and intervention in the low- loneliness group for HRV indices (SDNN, RMSSD, pNN50, LF, HF, and SD1), indicating distinct responses to biofeedback between men and women. Overall, women showed increases in indices associated with parasympathetic modulation after biofeedback training, whereas men showed reductions in these parameters. In the high- loneliness group, a significant interaction between sex and intervention was observed for anxiety, with reductions only in men who underwent biofeedback. For the HF index, an interaction among sex, time, and intervention was identified, indicating a reduction in this parameter in women after biofeedback. We conclude that the effects of cardiorespiratory biofeedback on autonomic and emotional regulation vary according to sex and level of loneliness; however, further studies with larger samples and participants from different social classes are needed. |
| URI: | http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/8968 |
| Aparece nas coleções: | Ciências Biológicas - Bacharelado |
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