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dc.contributor.advisorFreitas, Helena Patríciapt_BR
dc.contributor.authorCorreia, João Victor Tabanez-
dc.date.accessioned2026-03-25T12:14:08Z-
dc.date.available2026-03-25T12:14:08Z-
dc.date.issued2026pt_BR
dc.identifier.citationCORREIA, João Victor Tabanez. A garantia da ordem pública e o direito penal do inimigo: um estudo crítico sobre a excepcionalidade da prisão cautelar. 2026. 62f. Monografia (Graduação em Direito) - Escola de Direito, Turismo e Museologia, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttp://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/8933-
dc.description.abstractO presente trabalho analisa criticamente a prisão preventiva no processo penal brasileiro, com especial enfoque na utilização da “garantia da ordem pública” como fundamento para a restrição antecipada da liberdade. Parte-se da reconstrução constitucional e legal da prisão preventiva enquanto medida de natureza cautelar, excepcional e instrumental, subordinada à demonstração concreta do fumus comissi delicti e do periculum libertatis, bem como aos princípios da presunção de inocência, do devido processo legal e da proporcionalidade. Em seguida, examina-se a indeterminação semântica do conceito de ordem pública e os riscos de seu uso expansivo, evidenciando como sua aplicação desvinculada de riscos processuais concretos tem favorecido desvios de cautelaridade e a antecipação da punição. A partir do referencial teórico do Direito Penal do Inimigo, formulado por Günther Jakobs, demonstra-se que a prisão preventiva fundada em juízos abstratos de perigosidade aproxima-se de uma racionalidade penal orientada à neutralização preventiva do acusado, deslocando o eixo da imputação do fato para o autor. Conclui-se que a utilização indeterminada da garantia da ordem pública compromete a excepcionalidade da prisão preventiva, desvirtua sua natureza cautelar e produz violações estruturais a direitos fundamentais, revelando a infiltração da lógica do inimigo no interior do processo penal brasileiro e tensionando os fundamentos do Estado Democrático de Direito.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectPrisão preventivapt_BR
dc.subjectGarantia da ordem públicapt_BR
dc.subjectDireito penal do inimigopt_BR
dc.subjectProcesso penalpt_BR
dc.subjectDireitos fundamentaispt_BR
dc.titleA garantia da ordem pública e o direito penal do inimigo : um estudo crítico sobre a excepcionalidade da prisão cautelar.pt_BR
dc.typeTCC-Graduaçãopt_BR
dc.contributor.refereeFreitas, Helena Patríciapt_BR
dc.contributor.refereeCosta, André de Abreupt_BR
dc.contributor.refereeAlmeida, Isadora Helena Alves dept_BR
dc.description.abstractenThis study critically examines pretrial detention in the Brazilian criminal procedure system, with particular emphasis on the use of the “guarantee of public order” as grounds for the deprivation of liberty prior to a final conviction. The analysis begins with the constitutional and legal framework of preventive detention as an exceptional, subsidiary, and instrumental measure, strictly conditioned on the demonstration of fumus comissi delicti and periculum libertatis, as well as on the principles of the presumption of innocence, due process of law, and proportionality. Subsequently, the research addresses the semantic indeterminacy of the concept of public order and the risks arising from its expansive application, showing how its dissociation from concrete procedural risks has enabled deviations from its cautelary nature and the anticipation of punishment. Based on the theoretical framework of the Enemy Criminal Law, formulated by Günther Jakobs, the study demonstrates that preventive detention grounded on abstract assessments of dangerousness reflects a punitive rationality aimed at preventive neutralization, shifting the focus from the criminal act to the offender. The conclusion reached is that the indeterminate and expansive use of public order as a basis for preventive detention undermines its exceptional character, distorts its cautelary function, and leads to structural violations of fundamental rights, revealing the infiltration of the enemy logic into Brazilian criminal procedure and challenging the foundations of the Democratic State governed by the rule of law.pt_BR
dc.contributor.authorID20.1.6082pt_BR
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