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dc.contributor.advisorCosta, André de Abreupt_BR
dc.contributor.authorRezende, Ana Karolina Rocha-
dc.date.accessioned2026-03-19T12:59:36Z-
dc.date.available2026-03-19T12:59:36Z-
dc.date.issued2026pt_BR
dc.identifier.citationREZENDE, Ana Karolina Rocha. A (in) aplicabilidade da escusa absolutória nos crimes patrimoniais em contexto de violência doméstica: um estudo sob a ótica da Lei Maria da Penha e da criminologia feminista. 2026. 34 f. Monografia (Graduação em Direito) - Escola de Direito, Turismo e Museologia, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttp://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/8854-
dc.description.abstractMesmo diante de transformações históricas, as hierarquias de gênero persistem, manifestando-se por meio de relações de dominação em que a violência é utilizada como ferramenta de poder. Nesse cenário, o advento da Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) representou um avanço nos direitos humanos das mulheres ao tipificar a violência patrimonial como uma das formas de abuso doméstico. Todavia, a proteção desse direito encontra um entrave nas escusas absolutórias previstas no artigo 181 do Código Penal, que isentam de pena crimes patrimoniais entre cônjuges ou parentes. O presente trabalho objetiva analisar a compatibilidade desse instituto com o microssistema protetivo da mulher, investigando se a manutenção de tais imunidades configura um déficit de proteção estatal, sob a ótica da Criminologia Feminista. A metodologia adotada é de natureza qualitativa, pautada em pesquisa bibliográfica e análise analítico-jurisprudencial, fundamentada no princípio da proporcionalidade sob a vertente da proibição de proteção deficiente. Os resultados indicam que a incidência das escusas absolutórias em contextos de violência doméstica invisibiliza o abuso econômico e perpetua a subordinação feminina sob o pretexto de preservar a harmonia familiar. Conclui-se pela imperativa inaplicabilidade do artigo 181 do Código Penal às infrações regidas pela Lei Maria da Penha, uma vez que a isenção de pena esvazia o conteúdo protetivo da norma especial e viola o dever constitucional de tutela efetiva da dignidade da mulher.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectLei Maria da Penhapt_BR
dc.subjectViolência de gênero.pt_BR
dc.subjectCrimes patrimoniaispt_BR
dc.subjectEscusas absolutóriaspt_BR
dc.subjectCriminologia feministapt_BR
dc.titleA (in) aplicabilidade da escusa absolutória nos crimes patrimoniais em contexto de violência doméstica : um estudo sob a ótica da lei Maria da Penha e da criminologia feminista.pt_BR
dc.typeTCC-Graduaçãopt_BR
dc.contributor.refereeCosta, André de Abreupt_BR
dc.contributor.refereePereira Júnior, Edvaldo Costapt_BR
dc.contributor.refereeBaltazar, Iasmin de Oliveira Brustolinipt_BR
dc.description.abstractenDespite historical transformations, gender hierarchies persist, manifesting themselves through relations of domination in which violence is employed as a tool of power. In this context, the enactment of Law No. 11,340/2006 (Maria da Penha Law) represented a significant advance in the human rights of women by recognizing property-related violence as a form of domestic abuse. Nevertheless, the protection of this right faces an obstacle in the absolute exemptions provided for in Article 181 of the Brazilian Penal Code, which exempt from punishment property crimes committed between spouses or relatives. This study aims to analyze the compatibility of this legal provision with the protective microsystem established by the Maria da Penha Law, investigating whether the maintenance of such immunities constitutes a deficit in state protection from the perspective of Feminist Criminology. The methodology adopted is qualitative in nature, based on bibliographic research and analytical-jurisprudential analysis, grounded in the principle of proportionality under the perspective of the prohibition of insufficient protection. The results indicate that the application of absolute exemptions in contexts of domestic violence renders economic abuse invisible and perpetuates female subordination under the pretext of preserving family harmony. It is concluded that Article 181 of the Penal Code must be deemed inapplicable to offenses governed by the Maria da Penha Law, since the exemption from punishment undermines the protective purpose of the special legislation and violates the constitutional duty to ensure the effective protection of women’s dignity.pt_BR
dc.contributor.authorID22.1.6985pt_BR
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