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http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/8656| Título: | O sistema acusatório no Brasil e sua nuances : o sistema acusatório brasileiro é de fato acusatório ou se aproxima mais de outros modelos? |
| Autor(es): | Gomes, Matheus Felipe Ferreira |
| Orientador(es): | Vilas Boas Neto, Francisco |
| Membros da banca: | Vilas Boas Neto, Francisco Almeida, Juliana Evangelista de Pereira Júnior, Edvaldo Costa |
| Palavras-chave: | Processo Penal Sistemas processuais Sistema inquisitório Sistema acusatório Inquérito policial Sentença judicial |
| Data do documento: | 2025 |
| Referência: | GOMES, Matheus Felipe Ferreira.O sistema acusatório no Brasil e sua nuances : o sistema acusatório brasileiro é de fato acusatório ou se aproxima mais de outros modelos? 2025. 18 f. Monografia (Graduação em Direito ) - Escola de Direito, Turismo e Museologia, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2025. |
| Resumo: | Processo só é processo se submetido ao contraditório. Processo só é processo se submetido à cooperação das partes no exercício dialético consistente na construção participada das decisões. O contraditório não pode ser entendido como a competição entre a tese e a antítese. A tese é completada pela antítese e esta é o pressuposto da tese. É desta forma que o magistrado chega à síntese (sentença). Assim, analisando a persecução penal brasileira, verifica-se que mesmo sendo adotada a estrutura acusatória, em suas decisões nos tribunais os juízes, tendem a sobrepesar os depoimentos de Policias e outras provas produzidas na fase policial que sequer pode ser considerada uma das fases do processo, porque o que é produzido nessa fase, não é submetido ao contraditório. Assim, analisando os casos concretos e decisões judiciais proferidas em suma no Brasil. Verifica-se que embora o CPP no seu artigo 3º A estabelecer a estrutura acusatória, a legislação processual brasileira em muitos casos se afasta do sistema acusatório puro e tende a chegar em pseudos sistemas, mas de fato não se amolda integralmente a nenhum, o que socialmente pode acarretar disparidade de armas e até mesmo afetar o princípio do devido processo legal. |
| Resumo em outra língua: | A trial is only a trial if it is subject to adversarial proceedings. A trial is only a trial if it is subject to the cooperation of the parties in the dialectical exercise consisting of the participatory construction of decisions. The adversarial proceedings cannot be understood as a competition between thesis and antithesis. The thesis is completed by the antithesis, which is the premise of the thesis. This is how the judge arrives at the summary (sentence). Thus, analyzing Brazilian criminal prosecution, it is clear that even though the accusatory structure is adopted, in their decisions in court, judges tend to overweight the statements of police officers and other evidence produced in the police phase, which cannot even be considered one of the phases of the trial, because what is produced in this phase is not subject to adversarial proceedings. Thus, analyzing specific cases and judicial decisions handed down in Brazil, in short. It can be seen that although the CPP in its article 3º A establishes the accusatory structure, it can be seen that Brazilian procedural legislation in many cases moves away from the pure accusatory system and tends to arrive at pseudo systems, but in fact does not fully conform to any, which socially can lead to disparity of arms and even affect the principle of due process of law. |
| URI: | http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/8656 |
| Aparece nas coleções: | Direito |
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