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http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9647| Título: | Infância, guerra e a cobertura jornalística da al jazeera na palestina. |
| Autor(es): | Ribeiro, Sophia Helena Gomes |
| Orientador(es): | Barbosa, Karina Gomes |
| Membros da banca: | Barbosa, Karina Gomes Tavares, Frederico de Mello Brandão Castro, Rodrigo |
| Palavras-chave: | Desastres - Cobertura jornalística Palestina Infância Política internacional |
| Data do documento: | 2026 |
| Referência: | RIBEIRO, Sophia Helena Gomes. Título: Infância, guerra e a cobertura jornalística da al jazeera na palestina. 2026. 82 f. Monografia (Graduação em Jornalismo) - Instituto de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana, 2026. |
| Resumo: | Este trabalho analisa as narrativas jornalísticas e imagens do fotojornalismo sobre a violência contra o povo palestino na Faixa de Gaza, com foco no recorte da infância entre os anos de 2023 e 2025, depois dos eventos de 7 de outubro de 2023. O objetivo central é investigar como o portal Al Jazeera English constrói a cobertura jornalística do conflito, buscando responder se o jornalismo é capaz de oferecer visibilidade ética aos corpos infantis em um cenário de crise humanitária e destruição sistêmica. A fundamentação teórica ancora-se no conceito de necropolítica (Mbembe, 2018), na reflexão sobre direitos humanos em tempos de crise e na crítica ao “jornalismo do colonizador” (Krishnan, 2024), que utiliza o apagamento e a passividade linguística para desumanizar o colonizado. Metodologicamente, a pesquisa aplica o Protocolo de Análise de Cobertura Jornalística de Silva e Maia (2011) e o guia Communicating Palestine (2023), que permite identificar as marcas do processo de produção (como estratégias de apuração, seleção de fontes e recursos verbovisuais) no produto final (reportagens e fotorreportagens). A análise revela que a Al Jazeera, ao detalhar o modus operandi da violência, atribuir identidade e reverberar a voz das crianças palestinas, constrói uma narrativa de resistência que desafia os protocolos de invisibilidade colonial e a desumanização estatística comum na mídia ocidental hegemônica. |
| Resumo em outra língua: | This work analyzes journalistic narratives and photojournalism imagery regarding the violence against the Palestinian people in the Gaza Strip, focusing on the representation of childhood between 2023 and 2025, following the events of October 7, 2023. The central objective is to investigate how the Al Jazeera English portal constructs its journalistic coverage of the conflict, seeking to determine whether journalism is capable of offering ethical visibility to children's bodies within a landscape of humanitarian crisis and systemic destruction. The theoretical framework is anchored in the concept of necropolitics (Mbembe, 2018), reflections on human rights in times of crisis, and the critique of "colonizer journalism" (Krishnan, 2024), which utilizes erasure and linguistic passivity to dehumanize the colonized. Methodologically, the research applies the Journalistic Coverage Analysis Protocol by Silva and Maia (2011) and the guide Communicating Palestine (2023), which allows for the identification of production process markers (such as reporting strategies, selection of sources, and verbo-visual resources) within the final product (reports and photo essays). The analysis reveals that Al Jazeera—by detailing the modus operandi of violence, assigning identity, and reverberating the voices of Palestinian children—constructs a narrative of resistance that challenges colonial invisibility protocols and the statistical dehumanization common in hegemonic Western media. |
| URI: | http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9647 |
| Aparece nas coleções: | Jornalismo |
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