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Título: Predição da resistência de filitos em função da anisotropia por meio de métodos de inteligência artificial.
Autor(es): Silva, Isabela Pereira Santiago
Orientador(es): Santos, Allan Erlikhman Medeiros
Membros da banca: Lima, Hernani Mota de
Santos, Tatiana Barreto dos
Santos, Allan Erlikhman Medeiros
Palavras-chave: Anisotropia
Resistência de pico
Filitos
Aprendizado de máquina
Modelagem preditiva
Data do documento: 2026
Referência: SILVA, Isabela Pereira Santiago. Predição da resistência de filitos em função da anisotropia por meio de métodos de inteligência artificial. 2026. 183. Monografia (Graduação em Engenharia de Minas) – Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026.
Resumo: A resistência de pico de rochas anisotrópicas é fortemente influenciada pela orientação da foliação e pela tensão confinante, apresentando comportamento direcional não linear. Modelos clássicos de resistência fornecem resultados pontuais associados a orientações específicas e demandam elevado número de ensaios laboratoriais, dificultando a representação contínua do comportamento mecânico. Nesse contexto, este trabalho teve como objetivo interpolar a resistência de pico de filitos anisotrópicos por meio da aplicação e comparação de modelos preditivos baseados em técnicas de aprendizado de máquina supervisionado. Foram analisados cinco bancos de dados experimentais compilados da literatura, representando os litotipos Carbonaceous, Quartzite, Micaceous, Dry e Moretown. A modelagem foi implementada em linguagem Python utilizando os algoritmos Random Forest, Gaussian Process Regression e Support Vector Regression. O desempenho foi avaliado por meio das métricas: coeficiente de determinação, erro médio absoluto e raiz do erro quadrático médio, considerando conjuntos de treinamento e teste. Os resultados confirmaram a presença de anisotropia direcional em todos os litotipos, com curvas características em formato típico de “U” e redução relativa do contraste anisotrópico com o aumento da tensão confinante. Entre os modelos avaliados, o Gaussian Process Regression apresentou o melhor desempenho global, combinando elevados valores de coeficiente de determinação e menores erros relativos para a maioria dos litotipos, enquanto o Support Vector Regression destacou-se na representação do filito Micaceous. O modelo Random Forest demonstrou capacidade preditiva satisfatória, embora sem se sobressair em relação aos demais. Conclui-se que modelos de aprendizado de máquina supervisionado são capazes de representar de forma contínua e coerente o comportamento mecânico anisotrópico de filitos, constituindo ferramenta promissora para complementar métodos experimentais tradicionais.
Resumo em outra língua: The peak strength of anisotropic rocks is strongly influenced by foliation orientation and confining stress, exhibiting nonlinear directional behavior. Classical strength criteria provide discrete results associated with specific orientations and require a large number of laboratory tests, which limits the continuous representation of mechanical behavior. In this context, this study aimed to interpolate the peak strength of anisotropic phyllites through the application and comparison of supervised machine learning predictive models. Five experimental datasets compiled from the literature were analyzed, representing the Carbonaceous, Quartzite, Micaceous, Dry, and Moretown phyllite lithotypes. The modeling was implemented in Python using the Random Forest, Gaussian Process Regression, and Support Vector Regression algorithms. Model performance was evaluated using the coefficient of determination, mean absolute error, and root mean square error, considering both training and testing datasets. The results confirmed the presence of directional anisotropy in all lithotypes, characterized by typical “U-shaped” strength curves and a relative reduction in anisotropic contrast with increasing confining stress. Among the evaluated models, GPR presented the best overall performance, combining high R² values and lower relative errors for most lithotypes, while SVR showed superior performance in representing the Micaceous phyllite. The Random Forest model demonstrated satisfactory predictive capability, although without outperforming the other approaches. It is concluded that supervised machine learning models are capable of continuously and coherently representing the anisotropic mechanical behavior of phyllites, constituting a promising tool to complement traditional experimental methods.
URI: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/8801
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