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Título: Arcabouço estratigráfico e estrutural pré-inversão do Supergrupo Espinhaço na terminação sul da Serra do Cipó, região do distrito de Altamira, MG.
Autor(es): Vieira, Robert Saymon Alves
Orientador(es): Martins, Maximiliano de Souza
Medeiros, Gabriel Barbosa
Membros da banca: Martins, Maximiliano de Souza
Queiroga, Gláucia Nascimento
Fonseca, Marco Antônio
Palavras-chave: Geologia estrutural
Geologia estratigráfica
Supergrupo Espinhaço
Serra da Canastra - MG e BA
Serra do Cipó- MG
Data do documento: 2026
Referência: VIEIRA, Robert Saymon Alves. Arcabouço estratigráfico e estrutural pré-inversão do Supergrupo Espinhaço na terminação sul da Serra do Cipó, região do distrito de Altamira, MG. 2026. 85 f. Monografia (Graduação em Engenharia Geológica) - Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026.
Resumo: As sequências siliciclásticas proterozoicas aflorantes na terminação sul da Serra do Cipó, no distrito de Altamira, município de Nova União (MG), registram parte da evolução tectono-sedimentar do Supergrupo Espinhaço Meridional, posteriormente deformado durante a Orogenia Brasiliana. Este trabalho teve como objetivo reconstruir a arquitetura deposicional e estrutural pré-inversão dessas unidades, visando preencher uma lacuna cartográfica e compreender a influência das estruturas herdadas na configuração geológica atual da bacia. O mapeamento geológico em escala 1:25.000 permitiu individualizar, sobre o Complexo Belo Horizonte, as sucessões metassiliciclásticas do Supergrupo Espinhaço Meridional, representadas pela Formação Galho do Miguel e pelo Grupo Conselheiro Mata, este subdividido informalmente em unidades Inferior e Superior com base nas discordâncias regionais de Medeiros et al. (2024). A partir desse arcabouço, foram construídas seções geológicas balanceadas e restauradas, integradas aos dados de Souza (2024) e Basílio (2025); a aplicação do método de Busk mostrou limitações decorrentes da assimetria das dobras e da complexidade tridimensional da área. Os resultados indicam que a arquitetura pré-inversão foi controlada por um sistema hierarquizado de falhas normais de direção meridiana a NNW-SSE, ancoradas no Complexo Belo Horizonte e com mergulho predominante para leste, que delimitaram meio-grábens e controlaram o espaço de acomodação e a distribuição dos depocentros, mais desenvolvidos para norte. Falhas antitéticas, com mergulho para oeste, tornam-se mais frequentes nos setores central e meridional, gerando meio-grábens de polaridades opostas, e o sistema é segmentado por falhas de transferência de direção aproximadamente E-W. Falhas interestratais promoveram ajustes internos na arquitetura deposicional, com variações locais de espessura das unidades. A inversão brasiliana reativou essas estruturas de forma heterogênea, com encurtamentos de 7,1% (519 m) na seção AA’ e 16,9% (1,63 km) na seção BB’, inferiores aos obtidos mais ao norte na Serra do Cipó. O modelo evolutivo proposto evidencia a interação entre as estruturas extensionais mesoproterozoicas herdadas e sua inversão brasiliana, reforça a continuidade regional do arcabouço estratigráfico e estrutural do Supergrupo Espinhaço Meridional e destaca o papel das falhas de embasamento na compartimentação da bacia e na organização dos sistemas de dobras e cavalgamentos da Serra do Espinhaço Meridional.
Resumo em outra língua: The Proterozoic siliciclastic sequences exposed at the southern termination of the Serra do Cipó, in the Altamira district, municipality of Nova União (Minas Gerais, Brazil), record part of the tectono-sedimentary evolution of the Southern Espinhaço Supergroup, later deformed during the Brasiliano Orogeny. This study aimed to reconstruct the pre-inversion depositional and structural architecture of these units in order to fill a cartographic gap and to understand the influence of inherited structures on the present-day geological configuration of the basin. Geological mapping at 1:25,000 scale made it possible to distinguish, overlying the Belo Horizonte Complex, the metasiliciclastic successions of the Southern Espinhaço Supergroup, represented by the Galho do Miguel Formation and the Conselheiro Mata Group, the latter informally subdivided into Lower and Upper units based on the regional unconformities of Medeiros et al. (2024). Based on this framework, balanced and restored geological cross-sections were constructed and integrated with data from Souza (2024) and Basílio (2025); application of the Busk method revealed limitations arising from fold asymmetry and the three-dimensional complexity of the area. The results indicate that the pre-inversion architecture was controlled by a hierarchical system of N-S to NNW-SSE-striking normal faults, rooted in the Belo Horizonte Complex and predominantly east-dipping, which bounded half-grabens and controlled accommodation space and the distribution of depocenters, which are better developed to the north. West-dipping antithetic faults become more frequent in the central and southern sectors, generating half-grabens of opposite polarity, and the system is segmented by approximately E-W-trending transfer faults. Interstratal faults promoted internal adjustments in the depositional architecture, producing local thickness variations in the units. The Brasiliano inversion reactivated these structures heterogeneously, with shortening of 7.1% (519 m) in section AA’ and 16.9% (1.63 km) in section BB’, lower than the values obtained farther north in the Serra do Cipó. The proposed evolutionary model highlights the interaction between inherited Mesoproterozoic extensional structures and their Brasiliano inversion, reinforces the regional continuity of the stratigraphic and structural framework of the Southern Espinhaço Supergroup, and emphasizes the role of basement faults in basin compartmentalization and in the organization of the fold-and-thrust systems of the Southern Espinhaço Range.
URI: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9791
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