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Título: A influência do nível socioeconômico no autocuidado do Diabetes Mellitus tipo 2 : uma revisão da literatura.
Autor(es): Silva, Ana Carolina Rolim
Orientador(es): Binda, Nancy Scardua
Membros da banca: Binda, Nancy Scardua
Machado, Marina Guimarães Carvalho
Carmo, Roberto Coelho do
Palavras-chave: Diabetes tipo 2
Nível socioeconômico
Autocuidado
Tratamento não farmacológico
Letramento em saúde
Data do documento: 2026
Referência: SILVA, Ana Carolina Rolim. A influência do nível socioeconômico no autocuidado do Diabetes Mellitus tipo 2: uma revisão da literatura. 2026. 69 f. Monografia (Graduação em Farmácia) - Escola de Farmácia, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026.
Resumo: O diabetes mellitus tipo 2 consiste em uma doença metabólica crônica multifatorial, cuja prevalência se encontra em crescente expansão ao redor do mundo. Caracterizada pela redução progressiva das células β das ilhotas pancreáticas e pela insensibilidade à insulina, a condição culmina em um estado permanente de hiperglicemia e, caso não tratada, desencadeia complicações micro e/ou macrovasculares que reduzem a qualidade de vida e contribuem para a mortalidade. Seu tratamento é dividido em duas vertentes, a medicamentosa, composta majoritariamente pelos antidiabéticos orais e/ou pela insulinização, e a não medicamentosa, baseada em mudanças de hábitos de vida e ações de autocuidado. Todavia, o nível socioeconômico, mediado por renda e grau de escolaridade, interfere na maneira que esses elementos são acessados pelos diferentes grupos dentro de uma comunidade. Assim, buscou-se compreender, por meio da revisão da literatura, de que forma as desigualdades sociais influenciam as diferentes variáveis do tratamento não farmacológico, assim como discutir a possibilidade da atuação do farmacêutico nessa esfera. Desse modo, identificaram-se 18 artigos pertinentes à hipótese levantada a partir da consulta nas bases de dados PubMed, SciELO e Google Acadêmico e da triagem pelos critérios de elegibilidade. Além disso, classificou-se os trabalhos quanto ao nível de evidência, conforme o delineamento metodológico, com o intuito de avaliar a solidez dos achados. Predominantemente transversais e originários de regiões distintas, os estudos indicaram de forma análoga a pertinência da privação social nas disparidades quanto ao acesso à alimentação saudável, à prática de atividade física e, principalmente, à educação em saúde, além da exposição a estressores que deterioram a saúde mental. Posteriormente, constatou-se a relevância do papel do farmacêutico como intermediador do letramento em saúde, a fim de minimizar os desfechos desiguais do diabetes no que tange o descontrole glicêmico. Por fim, devido à impossibilidade de estabelecer causalidade entre o nível socioeconômico e as divergências no autocuidado, sugeriu-se a realização de novos estudos mais aprofundados.
Resumo em outra língua: Type 2 diabetes mellitus is a multifactorial chronic metabolic disease with a rapidly growing global prevalence. Characterized by the progressive loss of pancreatic islet β-cells and insulin insensitivity, the condition leads to persistent hyperglycemia. If left untreated, it triggers micro- and/or macrovascular complications that reduce quality of life and contribute to mortality. The treatment comprises two approaches: pharmacological, primarily involving oral antidiabetic drugs and/or insulin therapy, and non-pharmacological, based on lifestyle changes and self-care practices. However, socioeconomic status, determined by income and education level, influences how different community groups access these elements. This study aimed to understand, through a literature review, how social inequalities influence various aspects of non-pharmacological treatment and to discuss the potential role of pharmacists in this area. Eighteen articles relevant to the hypothesis were identified via searches in PubMed, SciELO, and Google Scholar, followed by screening based on eligibility criteria. The studies were classified by level of evidence, based on their methodological design, to assess the robustness of the findings. Predominantly cross-sectional and originating from diverse regions, the studies consistently highlighted the impact of social deprivation on disparities regarding access to healthy food, physical activity, and, most importantly, health education, as well as exposure to stressors that impair mental health. Afterwards, the study underscored the pharmacist's significant role in promoting health literacy to help mitigate unequal diabetes outcomes related to poor glycemic control. Finally, given the impossibility of establishing causality between socioeconomic status and differences in self-care, the conduct of further more in-depth studies was suggested.
URI: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9772
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