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Título: Avaliação do impacto ambiental de refeições tradicionais vendidas por delivery de alimentos na cidade de Ouro Preto - MG.
Autor(es): Gonçalves, Victória Luiza Padula
Orientador(es): Carvalho, Natália Caldeira de
Membros da banca: Carvalho, Natália Caldeira de
Liboredo, Juliana Costa
Freitas, Maria Tereza de
Palavras-chave: Dieta
Sustentabilidade
Serviço de alimentação
Data do documento: 2026
Referência: GONÇALVES, Victória Luiza Padula. Avaliação do impacto ambiental de refeições tradicionais vendidas por delivery de alimentos na cidade de Ouro Preto - MG. 2026. 64 f. Monografia (Graduação em Nutrição) - Escola de Nutrição, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026.
Resumo: Diante do crescimento do consumo de alimentos fora do lar e de delivery de alimentos, os serviços de alimentação comerciais também possuem grande responsabilidade em assegurar a sustentabilidade das suas atividades, incluindo os cardápios oferecidos aos consumidores, de modo a disponibilizar opções de escolhas alimentares saudáveis e convergentes com baixo impacto ambiental. Esse projeto de pesquisa teve como objetivo avaliar o impacto ambiental de refeições tradicionais vendidas por serviço de delivery. O impacto ambiental do cardápio de refeições tradicionais comercializados por delivery foi avaliado por meio da estimativa das pegadas ambientais e da conformidade com a dieta EAT-Lancet. Foram avaliadas 54 refeições tradicionais e estas eram compostas, predominantemente, por prato principal à base de carne (74,1%), combinação de arroz e feijão (89,0%), guarnições à base de batata (61%) e salada (75,9%), sendo o alface o ingrediente mais frequentemente encontrado nas saladas. A pegada ecológica das refeições variou de 1,9 a 97,0 gha, sendo que todas as refeições que apresentaram os menores valores de pegadas ecológicas (Q1, até 6,1 gha), eram compostas por prato principal à base de carne de frango, ovos ou alimentos de origem vegetal. A pegada hídrica das refeições variou de 448 a 23.136 L. Dentre as 14 refeições com menores valores (Q1, até 826 L) desta pegada, 57,4% eram compostas por prato principal vegetariano, à base de vegetais ou ovo. A pegada de carbono das refeições variou de 66,7 a 23.138 gCO2e, sendo que as 14 refeições com menores valores (Q1, até 875,5 gCO2e) desta pegada eram majoritariamente compostas por prato principal vegetariano (64,3%). Para todas as pegadas ambientais, a maioria das refeições, que apresentaram os maiores valores, continham carne vermelha. Em relação aos componentes do Índice da Dieta da Saúde Planetária, observou-se que, no componente de adequação, nenhum restaurante pontuou para nozes e amendoim e cereais integrais, evidenciando ausência desses alimentos nas refeições avaliadas, além de baixa oferta de frutas, que apresentaram pontuações médias inferiores a 5,3. Nos componentes classificados como ótimos, 62,5% das refeições continham ovos, porém todas receberam pontuação igual a zero por excederem o limite recomendado; apenas três refeições (5%) continham peixe, também com pontuação igual a zero. Para batatas e tubérculos, 52,6% dos restaurantes (n=10) apresentaram esse componente, mas com pontuação média inferior a 5,0 pontos, enquanto os laticínios estiveram presentes em seis restaurantes (31%), com pontuações variando de 2,9 a 6,7 pontos. No componente razão, relacionado aos vegetais verde-escuros, 36,8% dos restaurantes apresentaram pontuações médias entre 0,4 e 1,9 pontos, indicando baixa diversidade. Por fim, no componente de moderação, as preparações contendo carne vermelha receberam pontuação igual a zero devido à quantidade ofertada acima do limite recomendado, situação semelhante à observada para o frango e seus substitutos. Conclui-se que o planejamento dos cardápios, nos serviços de alimentação comerciais, necessita estar mais alinhado aos princípios de sustentabilidade ambiental e que este deve incluir tanto aspectos relacionados aos tipos de preparações e alimentos incluídos nas refeições comercializadas por delivery.
Resumo em outra língua: With the increasing consumption of meals outside the home and the growing demand for food delivery services, commercial food service establishments have a significant responsibility to ensure the sustainability of their operations, including the menus offered to consumers, by providing healthy food choices that are also associated with low environmental impact. This research project aimed to evaluate the environmental impact of traditional meals sold through food delivery services.The environmental impact of traditional meals marketed through delivery services was assessed by estimating their environmental footprints and their compliance with the EAT-Lancet diet. A total of 54 traditional meals were evaluated. These meals predominantly consisted of a meat-based main course (74.1%), a combination of rice and beans (89.0%), potato-based side dishes (61.0%), and salad (75.9%), with lettuce being the most frequently identified salad ingredient.The ecological footprint of the meals ranged from 1.9 to 97.0 global hectares (gha). All meals with the lowest ecological footprint values (first quartile [Q1], up to 6.1 gha) included a main course based on chicken, eggs, or plant-based foods. The water footprint ranged from 448 to 23,136 L. Among the 14 meals with the lowest water footprint values (Q1, up to 826 L), 57.4% featured a vegetarian main course based on vegetables or eggs. The carbon footprint ranged from 66.7 to 23,138 gCO₂e. Of the 14 meals with the lowest carbon footprint values (Q1, up to 875.5 gCO₂e), the majority (64.3%) had a vegetarian main course. Across all environmental footprint indicators, most meals with the highest values contained red meat.Regarding the components of the Planetary Health Diet Index, no restaurant achieved a score for the adequacy components related to nuts and peanuts or whole grains, indicating the absence of these foods in the evaluated meals, as well as a limited availability of fruit, with mean scores below 5.3 points. Among the components classified as optimum, 62.5% of the meals contained eggs; however, all received a score of zero because the amount exceeded the recommended limit. Only three meals (5.0%) contained fish, and these also received a score of zero. Potatoes and tubers were included in meals from 52.6% of the restaurants (n = 10), although the mean score for this component was below 5.0 points. Dairy products were present in six restaurants (31.0%), with scores ranging from 2.9 to 6.7 points. For the ratio component related to dark green vegetables, 36.8% of the restaurants achieved mean scores between 0.4 and 1.9 points, indicating low diversity. Finally, for the moderation component, preparations containing red meat received a score of zero because the quantities offered exceeded the recommended limit, a pattern that was also observed for chicken and its substitutes.It can be concluded that menu planning in commercial food service establishments needs to be more closely aligned with the principles of environmental sustainability. This alignment should encompass not only the types of preparations but also the foods included in meals marketed through food delivery services.
URI: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9517
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