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dc.contributor.advisorCarneiro, Karine Gonçalvespt_BR
dc.contributor.authorSilva, Leonardo Augusto Pereira-
dc.date.accessioned2026-08-12T11:30:44Z-
dc.date.available2026-08-12T11:30:44Z-
dc.date.issued2026pt_BR
dc.identifier.citationSILVA, Leonardo Augusto Pereira. Avanço das atividades extrativas minerais (ou do fim do mundo), sobre o território de Antônio Pereira - Ouro Preto/MG. 2026. 52 f. Monografia (Graduação em Arquitetura e Urbanismo) - Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttp://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9510-
dc.description.abstractA mineração, embora frequentemente legitimada pelo discurso do desenvolvimento e pela centralidade que ocupa na economia brasileira, constitui um vetor histórico de expropriação e de reorganização violenta de territórios, sobretudo naqueles considerados periféricos, destinados a sustentar cadeias globais de exportação. Neste Trabalho Final de Graduação, analisou-se a tomada territorial promovida pelo avanço das atividades extrativo-minerais no distrito de Antônio Pereira, em Ouro Preto/MG, evidenciando como a mineração se consolida não apenas como atividade produtiva, mas como regime territorial que converte paisagens, infraestruturas e modos de vida em suporte operacional do circuito mineral. A pesquisa parte da compreensão de que desastres provocados por tal atividade não se limitam a episódios críticos, mas podem operar como permanência: uma condição territorial continuamente ameaçada por obras, licenças, dispositivos técnicos e estratégias institucionais que naturalizam a desigualdade de riscos entre quem decide e quem habita. O objetivo é mapear e interpretar a expansão de requerimentos e concessões de lavra, bem como o adensamento de estruturas e infraestruturas minerárias - cavas, pilhas, barragens, unidades de beneficiamento e corredores técnicos de circulação - sobre o território vivido, com ênfase na compressão do núcleo urbano e na produção de zonas de sacrifício. Metodologicamente, mobilizou-se a cartografia crítica como ferramenta estético-política e método de observação conceitual, articulando imagens de satélite, bases georreferenciadas e procedimentos de SIG para revelar a progressiva conversão do distrito de Antônio Pereira em infraestrutura da mineração e a normalização de um cotidiano atravessado por poeira, ruído, restrições de acesso, deslocamentos e medo. Ao final, é sustentado que a leitura cartográfica de Antônio Pereira torna visíveis sucessivos “fins do mundo”, entendidos como processos lentos e cumulativos de perda de referências paisagísticas, fragilização de vínculos comunitários e erosão das condições de habitar e permanecer, recolocando a mineração como problema territorial, político e existencial.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectMinas e mineração - Ouro Preto - MG.pt_BR
dc.subjectMercadorias - Neoextrativismopt_BR
dc.subjectCartografia críticapt_BR
dc.subjectDivisões territoriais e administrativaspt_BR
dc.titleAvanço das atividades extrativas minerais (ou do fim do mundo), sobre o território de Antônio Pereira - Ouro Preto/MG.pt_BR
dc.typeTCC-Graduaçãopt_BR
dc.contributor.refereeCarneiro, Karine Gonçalvespt_BR
dc.contributor.refereeAssis, Ana Paula Silva dept_BR
dc.contributor.refereeXavier, Celiane Souzapt_BR
dc.description.abstractenMining, although frequently legitimized through the discourse of development and its central role in the Brazilian economy, constitutes a historical vector of expropriation and violent territorial reorganization, particularly in peripheral regions designated to sustain global export chains. This undergraduate final project analyzes the territorial appropriation driven by the expansion of extractive mining activities in the district of Antônio Pereira, in Ouro Preto, Minas Gerais, Brazil, highlighting how mining operates not only as a productive activity but as a territorial regime that transforms landscapes, infrastructures, and ways of life into operational support for the mineral circuit. The research is based on the understanding that mining-related disasters are not limited to critical events, but may operate as a permanent condition: a territorially sustained vulnerability continuously shaped by projects, licenses, technical devices, and institutional strategies that normalize unequal risk distribution between decision-makers and local inhabitants. The objective is to map and interpret the expansion of mining claims and concessions, as well as the densification of mining infrastructures—open pits, waste piles, tailings dams, processing plants, and technical circulation corridors—over the lived territory, with emphasis on the compression of the urban core and the production of sacrifice zones. Methodologically, the study employs critical cartography as an aesthetic-political tool and a form of conceptual observation, combining satellite imagery, georeferenced databases, and GIS procedures to reveal the progressive transformation of Antônio Pereira into mining infrastructure and the normalization of everyday life marked by dust, noise, restricted access, displacement, and fear. Finally, the study argues that the cartographic reading of Antônio Pereira makes visible successive “ends of the world,” understood as slow and cumulative processes of loss of landscape references, weakening of community ties, and erosion of the conditions for inhabiting and remaining, thereby reframing mining as a territorial, political, and existential issue.pt_BR
dc.contributor.authorID20.1.1290pt_BR
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