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Título: Patrimônio-insurgência : experiências autogestionárias como caminho para a preservação do território de Bento Rodrigues, Mariana/MG.
Autor(es): Ishicava, Julia
Orientador(es): Passos, Flora d'el Rei Lopes
Membros da banca: Passos, Flora d'el Rei Lopes
Marques, Monique Sanches
Simão, Maria Cristina Rocha
Palavras-chave: Bento Rodrigues
Patrimônio-insurgência
Autogestão
Resistência
Mineração
Data do documento: 2026
Referência: ISHICAVA, Julia. Patrimônio-insurgência: experiências autogestionárias como caminho para a preservação do território de Bento Rodrigues, Mariana/MG. 2026. 73 f. Monografia (Graduação em Arquitetura e Urbanismo) - Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026.
Resumo: Este trabalho de conclusão de curso analisa o processo de preservação e apropriação do patrimônio cultural no subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana, Minas Gerais, após o rompimento da barragem de Fundão em 2015. O objetivo central consiste em investigar como as comunidades atingidas retomam seus territórios de origem por meio de práticas autônomas de resistência, em contraposição ao modelo de reparação institucional conduzido pela Fundação Renova. A metodologia fundamenta-se em pesquisa bibliográfica, análise documental e levantamento iconográfico, amparada nos conceitos de patrimônio como campo de disputa e Discurso Autorizado de Patrimônio. O estudo estrutura-se em três eixos: a reconstrução da cronologia do desastre-crime, a fundamentação teórica sobre os conflitos patrimoniais e a análise das apropriações territoriais contemporâneas. Os resultados revelam que as experiências autogestionárias constituem uma forma de patrimonialização afetiva e política. Conclui-se que essas ações operam como uma cartografia que desafia o apagamento identitário, transformando o território atingido em um espaço de memória e resistência vivo, reafirmando o valor de uso do território em detrimento da lógica de exploração minerária.
Resumo em outra língua: Este trabajo de fin de grado analiza el proceso de preservación y apropiación del patrimonio cultural en el subdistrito de Bento Rodrigues, en Mariana, Minas Gerais, tras la ruptura de la presa de Fundão en 2015. El objetivo central consiste en investigar cómo las comunidades afectadas retoman sus territorios de origen por medio de prácticas autónomas de resistencia, en contraposición al modelo de reparación institucional conducido por la Fundación Renova. La metodología se fundamenta en la investigación bibliográfica, el análisis documental y el levantamiento iconográfico, amparada en los conceptos de patrimonio como campo de disputa y el Discurso Autorizado del Patrimonio. El estudio se estructura en tres ejes: la reconstrucción de la cronología del desastre-crimen, el fundamento teórico sobre los conflictos patrimoniales y el análisis de las apropiaciones territoriales contemporáneas. Los resultados revelan que las experiencias autogestionarias constituyen una forma de patrimonialización afectiva y política. Se concluye que estas acciones operan como una cartografía que desafía el borrado identitario, transformando el territorio afectado en un espacio de memoria y resistencia vivo, reafirmando el valor de uso del territorio en detrimento de la lógica de explotación minera.
URI: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9198
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