Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9117
Registro completo de metadados
Campo Dublin CoreValorIdioma
dc.contributor.advisorTavares, Frederico de Mello Brandãopt_BR
dc.contributor.authorChaves, Kézia Analla-
dc.date.accessioned2026-04-16T23:37:42Z-
dc.date.available2026-04-16T23:37:42Z-
dc.date.issued2025pt_BR
dc.identifier.citationCHAVES, Kézia Analla. “Você não devia ter feito aquilo” : a construção da figura de Ângela Diniz na revista Manchete. 2025. 64 f. Monografia (Graduação em Jornalismo) - Instituto de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9117-
dc.description.abstractEsta monografia analisa a construção da figura de Ângela Diniz na revista Manchete, investigando as estratégias editoriais e narrativas mobilizadas pela publicação entre as décadas de 1970 e 1990. A partir de um corpus de 19 reportagens publicadas entre 1973 e 1996, e com base no referencial teórico-metodológico da análise de enquadramento (framing), o estudo problematiza como a revista construiu imagens públicas contrastantes para a vítima e o seu assassino. A análise revela que Ângela Diniz foi consistentemente enquadrada entre o mito da “Pantera” e a transgressão, em uma narrativa que associava sua liberdade e autonomia a um destino trágico. Em contrapartida, Raul “Doca” Street, seu ex-marido, passou por um processo de humanização e redenção, sendo inicialmente apresentado como um criminoso passional e, posteriormente, reabilitado como um “cidadão pacato”. Conclui-se que Manchete articulou um enredo moralista e circular que, sob uma estética sensacionalista, reforçou a ideologia patriarcal ao punir simbolicamente a mulher transgressora e oferecer um caminho de reabilitação ao agressor, despolitizando a violência de gênero e reenquadrando-a como um drama passional.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectÂngela Dinizpt_BR
dc.subjectRevista Manchetept_BR
dc.subjectEnquadramentopt_BR
dc.subjectSensacionalismopt_BR
dc.subjectViolência de Gêneropt_BR
dc.title“Você não devia ter feito aquilo” : a construção da figura de Ângela Diniz na revista Manchete.pt_BR
dc.typeTCC-Graduaçãopt_BR
dc.contributor.refereeTavares, Frederico de Mello Brandãopt_BR
dc.contributor.refereeBarbosa, Karina Gomespt_BR
dc.contributor.refereeGonçalves, Mariana Barbosapt_BR
dc.description.abstractenThis monograph analyzes the construction of the figure of Ângela Diniz in Manchete magazine, investigating the editorial and narrative strategies employed by the publication between the 1970s and 1990s. Based on a corpus of 19 reports published between 1973 and 1996, and using the theoretical and methodological framework of framing analysis, the study examines how the magazine constructed contrasting public images for the victim and her murderer. The analysis reveals that Ângela Diniz was consistently framed between the myth of the “Panther” and transgression, in a narrative that associated her freedom and autonomy with a tragic fate. In contrast, Raul ‘Doca’ Street, her ex-husband, underwent a process of humanization and redemption, initially being presented as a criminal of passion and later rehabilitated as a “peaceful citizen.” It can be concluded that Manchete articulated a moralistic and circular plot that, under a sensationalist aesthetic, reinforced patriarchal ideology by symbolically punishing the transgressive woman and offering a path to rehabilitation for the aggressor, depoliticizing gender violence and reframing it as a crime of passion.pt_BR
dc.contributor.authorID22.2.3107pt_BR
Aparece nas coleções:Jornalismo

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
MONOGRAFIA_VocêNãoDevia.pdf13,44 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens na BDTCC estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.