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Título: Avaliação espaço temporal da obesidade infantil no estado de Minas Gerais, Brasil.
Autor(es): Abreu, Luiza Damasceno
Orientador(es): Vital, Wendel Coura
Duarte, Rafael Vieira
Membros da banca: Belo, Vanessa de Almeida
Cardoso, Diogo Tavares
Vital, Wendel Coura
Duarte, Rafael Vieira
Palavras-chave: Obesidade infantil
Análise espacial
Excesso de peso
Autocorrelação espacial
Minas Gerais
Data do documento: 2026
Referência: ABREU, Luiza Damasceno. Avaliação espaço temporal da obesidade infantil no estado de Minas Gerais, Brasil. 2026. 63 f. Monografia (Graduação em Farmácia) - Escola de Farmácia, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026.
Resumo: A obesidade infantil configura-se como um relevante problema de saúde pública no Brasil, com tendência de crescimento e forte influência de desigualdades territoriais. Em Minas Gerais, estado marcado por ampla heterogeneidade socioeconômica e regional, a distribuição do excesso de peso na infância apresenta variações significativas entre municípios e ao longo do tempo, reforçando a importância de análises epidemiológicas com abordagem espacial para compreensão do fenômeno. Diante disto, este estudo teve como objetivo descrever a distribuição espacial e temporal da prevalência de sobrepeso, obesidade e obesidade grave em crianças de 5 a 10 anos nos municípios de Minas Gerais, no período de 2008 a 2021, utilizando técnicas de geoprocessamento no software ArcGIS. Foram integrados dados populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e registros do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), permitindo estimar as prevalências municipais por biênios e analisar sua evolução ao longo de 13 anos. Além dos mapas temáticos de prevalência, aplicou-se a análise de autocorrelação espacial por meio do Índice de Moran Global e da Análise Local de Moran (LISA), possibilitando a identificação de dependência espacial e formação de clusters significativos. Os resultados mostram que o excesso de peso infantil em Minas Gerais aumentou e se consolidou territorialmente entre 2008 e 2021, com maior concentração em regiões intermediárias mais urbanizadas e economicamente dinâmicas, como Montes Claros, Belo Horizonte, Divinópolis e parte da Zona da Mata, onde se formaram persistentes clusters de alta prevalência (Alto–Alto) para sobrepeso, obesidade e obesidade grave, associados à transição nutricional, sedentarismo, maior exposição a alimentos ultraprocessados e desigualdades socioeconômicas; ao mesmo tempo, áreas do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Sul de Minas, Barbacena e municípios como Patos de Minas e Uberaba apresentaram padrões mais frequentemente Baixo–Baixo ou ausência de autocorrelação significativa, sugerindo menor magnitude do agravo e menor exposição a ambientes obesogênicos estruturados, exibindo a dificuldade de acesso a saúde, o que reforça a necessidade de ações intersetoriais e direcionadas para romper a continuidade epidemiológica e reduzir as desigualdades socioespaciais no estado.
Resumo em outra língua: Childhood obesity constitutes a significant public health problem in Brazil, showing a growing trend and strong influence from territorial inequalities. In Minas Gerais, a state characterized by broad socioeconomic and regional heterogeneity, the distribution of excess weight in childhood presents substantial variations across municipalities and over time, reinforcing the importance of epidemiological analyses with a spatial approach to better understand this phenomenon. In this context, the present study aimed to describe the spatial and temporal distribution of the incidence of overweight, obesity, and severe obesity among children aged 5 to 10 years in the municipalities of Minas Gerais, from 2008 to 2023, using geoprocessing techniques in ArcGIS software. Population data from the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) and records from the Food and Nutrition Surveillance System (SISVAN) were integrated, allowing the estimation of municipal incidences by biennia and the analysis of their evolution over a 15-year period. In addition to thematic incidence maps, spatial autocorrelation analysis was performed using the Global Moran’s Index and Local Indicators of Spatial Association (LISA), enabling the identification of spatial dependence and the formation of significant clusters. The results show that childhood overweight in Minas Gerais increased and became territorially consolidated between 2008 and 2021, with greater concentration in more urbanized and economically dynamic intermediate regions, such as Montes Claros, Belo Horizonte, Divinópolis, and parts of the Zona da Mata, where persistent high-prevalence clusters (High–High) were identified for overweight, obesity, and severe obesity. These patterns are associated with the nutritional transition, sedentary lifestyles, greater exposure to ultra-processed foods, and socioeconomic inequalities. At the same time, areas of the Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Southern Minas Gerais, Barbacena, and municipalities such as Patos de Minas and Uberaba more frequently presented Low–Low patterns or absence of significant spatial autocorrelation, suggesting a lower magnitude of the condition and reduced exposure to structured obesogenic environments, although also reflecting difficulties in access to health services. These findings reinforce the need for targeted and intersectoral actions to disrupt epidemiological continuity and reduce sociospatial inequalities within the state.
URI: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9083
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