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http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9049| Título: | Existências – saberes ancestrais e justiça sócio ambiental : um estudo acerca dos territórios atingidos pela mineração em Mariana/MG no curso do rio Gualaxo do Norte. |
| Autor(es): | Waldemar, Carla Maria Neves |
| Orientador(es): | Marques, Monique Sanches Passos, Flora d'el Rei Lopes |
| Membros da banca: | Marques, Monique Sanches Lopes, Marcela Silviano Brandão Nogueira, Rodrigo da Cunha |
| Palavras-chave: | Mineração Neoextrativismo Saberes tradicionais Ancestralidade Território |
| Data do documento: | 2026 |
| Referência: | WALDEMAR, Carla Maria Neves. Existências – saberes ancestrais e justiça sócio ambiental: um estudo acerca dos territórios atingidos pela mineração em Mariana/MG no curso do rio Gualaxo do Norte. 2026. 78 f. Monografia (Graduação em Arquitetura e Urbanismo) - Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2026. |
| Resumo: | Este trabalho analisa os impactos do rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em Mariana (MG) em 2015, a partir de uma perspectiva crítica que articula memória, território e justiça ambiental. O objetivo é compreender como o desastre ultrapassa a dimensão material, afetando modos de vida, vínculos comunitários, práticas culturais e saberes tradicionais das populações atingidas. Para isso, investiga-se o rompimento enquanto expressão do capitaloceno e do neoextrativismo, modelos que perpetuam lógicas coloniais de exploração e destruição ambiental, sobretudo em territórios latino-americanos. Discute-se ainda a relação entre colonialidade, racismo ambiental e necropolítica, evidenciando como os impactos recaem de forma desproporcional sobre povos negros, indígenas e comunidades rurais, historicamente marginalizados. Metodologicamente, o trabalho se apoia em pesquisa bibliográfica e documental, além de relatos de atingidos, buscando articular análise teórica e experiências concretas. Conclui-se que o rompimento de Fundão não se restringe a uma catástrofe ambiental, mas configura uma ruptura profunda nos modos de morar, nas memórias e nas práticas comunitárias, exigindo processos de reparação que ultrapassem a compensação material e valorizem a reconstrução dos laços sociais e culturais. |
| Resumo em outra língua: | This research analyzes the impacts of the Fundão dam collapse, which occurred in Mariana (MG), Brazil, in 2015, through a critical perspective that articulates memory, territory, and environmental justice. The aim is to understand how the disaster goes beyond material losses, affecting ways of life, community bonds, cultural practices, and traditional knowledge of the affected populations. The study examines the collapse as an expression of the Capitalocene and neo-extractivism, models that perpetuate colonial logics of exploitation and environmental destruction, particularly in Latin American territories. It also discusses the intersections of coloniality, environmental racism, and necropolitics, highlighting how the consequences disproportionately affect Black, Indigenous, and rural communities historically marginalized. Methodologically, the work draws on bibliographical and documentary research, as well as testimonies from those affected, seeking to articulate theoretical analysis with concrete experiences. The study concludes that the Fundão disaster cannot be reduced to an environmental catastrophe but represents a profound rupture in ways of dwelling, memories, and community practices, thus demanding reparative processes that go beyond financial compensation and prioritize the reconstruction of social and cultural ties. |
| URI: | http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/9049 |
| Aparece nas coleções: | Arquitetura e Urbanismo |
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