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dc.contributor.advisorLopes, Jussara de Cássia Soarespt_BR
dc.contributor.authorSilva, Edilene Marta da-
dc.date.accessioned2022-08-25T18:45:43Z-
dc.date.available2022-08-25T18:45:43Z-
dc.date.issued2022pt_BR
dc.identifier.citationSILVA, Edilene Marta da. Violência de gênero e participação da mulher no mercado de trabalho formal: uma análise dos desencadeadores da violência contra a mulher . 2022. 56 f. Monografia (Graduação em Serviço Social) - Instituto de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana, 2022.pt_BR
dc.identifier.urihttp://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/4528-
dc.description.abstractO presente trabalho teve como base análises históricas, sociais, culturais e econômicas, a fim de desvelar os processos desencadeadores da violência e desigualdades entre os gêneros masculino e feminino. Trazer à tona inquietações presentes no dia a dia das mulheres, na sua responsabilização pelos processos reprodutivos, os quais muitas vezes as impedem de desenvolver habilidades intelectuais capazes de mudar suas perspectivas acerca do mundo. Neste sentido, o foco da pesquisa se dá em torno da análise relacional entre violência de gênero e dependência econômico-financeira da mulher ao homem, na tentativa de compreender como a entrada da mulher no mercado formal de trabalho se associa ou não a uma diminuição da violência doméstica. Neste sentido, é indispensável reafirmar que a estrutura social entrelaça muitas correntes com as quais as mulheres são presas. Isto significa dizer que é preciso compreender as desigualdades entre homens e mulheres pautadas no sexo biológico como um conjunto de forças criadas e reafirmadas ao longo da história humana. A partir de então, é possível elaborar de que forma os estereótipos do masculino e do feminino se criam, solidificam e se impõe a todas as mulheres como um sistema de poder, dominação e violência, causando desdobramentos em todas as esferas da vida, afetando diretamente o desenvolvimento da mulher dentro do mercado de trabalho e causando fricções na classe trabalhadora. Como em todos os ciclos, nota-se que os fatores se entrelaçam, criando um cenário onde a mulher não é protagonista em nenhum lugar, seja em sua vida, seja na sociedade da qual participa. Apesar de o capitalismo não ter criado as regras sociais patriarcais, a sobreposição do sexo masculino em relação ao feminino foi e continua sendo reforçada por ele através de mecanismos específicos, característicos desta sociabilidade, a exemplo da divisão sexual do trabalho, que impede o acesso das mulheres a ocuparem espaços considerados importantes, de tomada de decisão e políticos. A imposição da monogamia, exigida das mulheres a fim de conservar a propriedade privada e a concentração de riquezas, o controle da sexualidade feminina e seus corpos, a privação do direito a não maternidade ou até mesmo à igualdade no que se refere à reprodução. De uma maneira geral, a imposição da heterossexualidade se associa intimamente a violências de vários âmbitos. 7 Tanto que, não há um comportamento por parte da mulher, que a proteja da violência, porque a violência não é causada por ela. As condições que levam as mulheres a entrarem e/ou permanecerem em relacionamentos violentos, partem de princípios arraigados socialmente. Nota-se a importância de oferecer à mulher condições equânimes de trabalho, mas este fato isoladamente não explica, nem mesmo justifica a violência sofrida pelas mulheres. Vários fatores associados é que provocam os fenômenos da violência de gênero e é preciso desvendá-los, desnaturalizá-los para que eles possam ser superados. A violência de gênero se encontra no rol das expressões da questão social alimentadas pelo capitalismo. Sua superação depende da superação deste tipo de sociabilidade.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.rightsAn error occurred on the license name.*
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dc.subjectIdentidade de gênero no ambiente de trabalhopt_BR
dc.subjectTrabalho e relações de gênero.pt_BR
dc.subjectMulherespt_BR
dc.subjectViolência em mulherespt_BR
dc.titleViolência de gênero e participação da mulher no mercado de trabalho formal : uma análise dos desencadeadores da violência contra a mulher.pt_BR
dc.typeTCC-Graduaçãopt_BR
dc.contributor.refereeNogueira, Mariana Brito Hortapt_BR
dc.contributor.refereeRoza, Isis Silvapt_BR
dc.contributor.refereeLopes, Jussara de Cássia Soarespt_BR
dc.description.abstractenThe present work was based on historical, social, cultural and economic analyses, in order to reveal the processes that trigger violence and inequalities between male and female genders. Bring up concerns present in women's daily lives, in their responsibility for reproductive processes, which often prevent them from developing intellectual skills capable of changing their perspectives on the world. In this sense, the focus of the research is around the relational analysis between gender violence and the economic-financial dependence of women on men, in an attempt to understand how the entry of women into the formal labor market is associated or not with a decrease in the domestic violence. In this sense, it is essential to reaffirm that the social structure intertwines many currents with which women are imprisoned. This means that it is necessary to understand the inequalities between men and women based on biological sex as a set of forces created and reaffirmed throughout human history. From then on, it is possible to elaborate on how male and female stereotypes are created, solidified and imposed on all women as a system of power, domination and violence, causing developments in all spheres of life, directly affecting the development of women within the labor market and causing friction in the working class. As in all cycles, it is noted that the factors intertwine, creating a scenario where the woman is not the protagonist anywhere, either in her life or in the society in which she participates. Although capitalism did not create patriarchal social rules, the overlap of the male sex in relation to the female sex was and continues to be reinforced by it through specific mechanisms, characteristic of this sociability, such as the sexual division of labor, which prevents access to women. women to occupy spaces considered important, decision-making, and political. The imposition of monogamy, required of women in order to preserve private property and the concentration of wealth, the control of female sexuality and their bodies, the deprivation of the right to non-maternity or even equality with regard to reproduction. In general, the imposition of heterosexuality is closely associated with violence in various areas. So much so that there is no behavior on the part of the woman that protects her from violence, because the violence is not caused by her. The conditions that lead women to enter and/or remain in violent relationships are based on socially rooted principles. The importance of offering women equal working 9 conditions is noted, but this fact alone does not explain or even justify the violence suffered by women. Several associated factors cause the phenomena of gender violence, and it is necessary to unravel them, denaturalize them so that they can be overcome. Gender violence is among the expressions of the social question fueled by capitalism. Its overcoming depends on overcoming this type of sociability.pt_BR
dc.contributor.authorID18.1.3269pt_BR
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